30/06 - 11:19, atualizada às 13:14 30/06 - Redação
RIO DE JANEIRO – “Como pode um menino de apenas 18 anos ser assassinado assim, a sangue frio? Onde é que esse País vai parar?”, pergunta Maria Júlia, em uma das muitas mensagens deixadas na página de recados do estudante Daniel Duque, de 18 anos, assassinado na madrugada do último sábado, em frente a uma boate na zona sul do Rio. De acordo com a polícia, ele foi baleado e morto pelo policial militar Marcos Parreira do Carmo que fazia, há sete anos, a segurança de uma promotora do Ministério Público Estadual e estaria acompanhando seu filho.
De acordo com o MP, o PM fazia a segurança da promotora de Justiça Márcia Teixeira Velasco, da 2ª Promotoria de Investigação Penal da 1ª Central de Inquéritos do órgão. Ela atua na área criminal do ministério. Há informações de que ela estaria sendo ameaçada há cerca de dez dias pelo traficante Luis Fernando da Costa, o Fernandinho Beira Mar.
| Divulgação |
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| Daniel Duque, 18 |
Amigos, parentes e desconhecidos deixam, desde a notícia do caso, centenas de mensagens no perfil de Daniel, um adolescente que praticava remo, ouvia hip hop e torcia pelo Vasco da Gama. “Minha solidariedade à família! Não se deixem intimidar por autoridades legalmente constituídas. Elas são moralmente constituídas? Não deixem esse caso cair no esquecimento. Deus está olhando por você”, diz outro recado na página da vítima.
Muitas também são as palavras de conforto para a mãe do rapaz, Daniela Duque, que está acompanhando as investigações e pediu justiça, ao deixar a 14ª DP (Leblon), onde o caso está sendo apurado. O PM se apresentou na tarde do sábado, em um local previamente combinado com a polícia, e confessou ter dado dois disparos para o alto. Ele está detido no Batalhão Prisional da PM.
A arma que utilizava, uma pistola calibre 380, de propriedade da Polícia Civil, foi apreendida para a perícia. Ela estava emprestada ao MP. Marcos Parreira do Carmo está lotado no Grupo de Apoio a Promotores (GAP), da Coordenadoria de Segurança e Inteligência do Ministério Público, que conta com cerca de 200 homens dando apoio a promotores que lidam com a área criminal.
O corpo do jovem foi enterrado neste sábado, no Cemitério do Caju. Centenas de parentes e amigos compareceram à cerimônia e mostraram indignação com a morte de Daniel.
O caso
Segundo testemunhas, a vítima estava comemorando um aniversário na boate Baronetti, em Ipanema, na zona sul, quando, por volta das 5h, saiu do estabelecimento acompanhando de dois amigos. Daniel seguiu na frente com um dos amigos e se envolveu em uma briga com um grupo rival. O estudante teria ficado bastante machucado, quando foram ouvidos três tiros, dois para o alto e um que atingiu o jovem.
Ele foi levado às pressas para o Hospital Copa D’or, em Copacabana, mas não resistiu aos ferimentos e morreu. A administração da Baronetti informou que não foram registradas brigas ou confusões dentro da boate.
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