30/06 - 16:46, atualizada às 21:25 30/06 - Redação
RIO DE JANEIRO – O Consulado dos Estados Unidos no Rio de Janeiro informou que vai “acompanhar e encorajar” as investigações do caso do estudante Daniel Duque, de 18 anos, assassinado na madrugada do último sábado, em frente a uma boate na zona sul do Rio. Segundo a polícia, ele foi baleado e morto supostamente pelo policial militar Marcos Parreira do Carmo que faz, há sete anos, a segurança de uma promotora do Ministério Público Estadual e estaria acompanhando seu filho.
O consulado foi contatado no fim de semana, pois o pai do rapaz é norte-americano e vive em Washington e pelo fato de Daniel ter dupla nacionalidade. A assessoria da representação dos Estados Unidos no Rio disse que vai pedir uma investigação detalhada às autoridades brasileiras para manter a família informada sobre o desenrolar dos atos.
De acordo com o MP, o PM fazia a segurança da promotora de Justiça Márcia Teixeira Velasco, da 2ª Promotoria de Investigação Penal da 1ª Central de Inquéritos do órgão. Ela atua na área criminal do ministério. Há informações de que ela estaria sendo ameaçada há cerca de dez dias pelo traficante Luis Fernando da Costa, o Fernandinho Beira Mar.
| Divulgação |
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| Daniel Duque, 18 |
Bastante abalados, amigos e familiares de Daniel deixaram vários recados na página de recados do adolescente no site de relacionamentos Orkut.
Nota de repúdio
A Polícia Militar divulgou nota de repúdio em que condena a atitude de Marcos do Carmo Parreira. Segundo a corporação, de acordo com o andamento das investigações, o jovem poderá ser expulso do quadro da PM.
O governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, classificou o policial como "descontrolado e mal preparado". A declaração foi dada durante solenidade na Baixada Fluminense. Cabral se disse chocado e lembrou que tem um filho da idade do rapaz assassinado.
O caso
Segundo testemunhas, a vítima estava comemorando um aniversário na boate Baronetti, em Ipanema, na zona sul, quando, por volta das 5h, saiu do estabelecimento acompanhando de dois amigos. Daniel seguiu na frente com um dos amigos e se envolveu em uma briga com um grupo rival. O estudante teria ficado bastante machucado, quando foram ouvidos três tiros, dois para o alto e um que atingiu o jovem.
Ele foi levado às pressas para o Hospital Copa D’or, em Copacabana, mas não resistiu aos ferimentos e morreu. A administração da Baronetti informou que não foram registradas brigas ou confusões dentro da boate.
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