30/06 - 19:22 - Agência Brasil
São Paulo - Os caminhoneiros que protestaram na tarde desta segunda-feira (30) na cidade de São Paulo encerraram há pouco as manifestações. Os motoristas estão reunidos em assembléia próximo ao Anhembi, na zona norte, para decidir as ações da categoria nos próximos dias.
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| Caminhoneiros protestam na marginal contra rodízio em São Paulo |
Durante a tarde, os motoristas quiseram entrar na área proibida com os caminhões para se dirigir até a prefeitura da cidade. Eles pretendiam ser recebidos em audiência pelo prefeito Gilberto Kassab.
Impedidos pela polícia, os manifestantes trancaram por alguns minutos algumas das principais avenidas da cidade. As áreas mais afetadas foram Santo Amaro, na zona sul; o terminal de cargas Fernão Dias, na zona norte, e a Marginal Tietê.
Os caminhoneiros protestaram contra a obrigação, a partir desta segunda (30), de que o transporte de cargas pesadas em uma área que abrange 100 quilômetros quadrados do centro expandido da capital só pode ocorrer das 21h às 5h da manhã, de segunda a sexta-feira, e das 10h às 14h aos sábados.
A assessoria de imprensa da Secretaria de Transportes da Prefeitura de São Paulo afirmou que o secretário Alexandre de Moraes deve se manifestar ainda nesta segunda por meio de nota.
Os caminhoneiros de todo o país paralisaram as atividades desde a zero hora desta segunda (25), por 24 horas. De acordo com o presidente da Associação Brasileira dos Caminhoneiros (Abcam), José da Fonseca Lopes, até o momento cerca de 75% da categoria aderiu à greve.
De acordo com ele, a meta de realizar um movimento pacífico está sendo atingida. Segundo Lopes, o objetivo da paralisação é chamar atenção para os problemas que os motoristas enfrentam, como falta de segurança nas estradas, aumento do óleo diesel e redução do valor do frete. Eles também pedem alteração no Decreto 49.487, que regulamenta as restrições para a circulação de caminhões na cidade de São Paulo.
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