25/06 - 09:41, atualizada às 13:13 25/06 - Lecticia Maggi, repórter Último Segundo
SÃO PAULO - O corpo da ex-primeira-dama Ruth Cardoso é velado, desde as 11h30 desta quarta-feira, na Sala São Paulo, localizada na região central da cidade. Amigos e parentes homenageiam a antropóloga, que morreu na noite de terça-feira, em seu apartamento, vitima de enfarte fulminante. O local ficará aberto à população até as 21h.
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Autoridades como o ministro do Esporte, Orlando Silva, o secretário de Coordenação de Subprefeituras, Andrea Matarazzo, e o secretário de Governo do município, Clóvis Carvalho, já estão no local. A ida do presidente Luiz Inácio Lula da Silva também foi anunciada pelo Planalto. O presidente decretou, nesta quarta-feira, luto oficial de três dias.
Ao chegar, o deputado federal e ex-ministro da Educação de FHC Paulo Renato de Souza afirmou que, "sem desmerecer as outras primeiras-damas, Ruth foi única. Ela mudou a política social do País".
A antropóloga Ilana Strozenberg, professora da UJRJ e amiga dos filhos de Ruth, disse que "todo antropólogo tem muito respeito por ela, porque dona Ruth formou grande parte deles. Ela foi uma pessoa de muita seriedade e sempre foi muito correta".
O corpo da ex-primeira-dama deixou o Hospital do Rim e Hipertensão da Unifesp, na zona sul de São Paulo, por volta de 8h30, e chegou 20 minutos depois à Sala São Paulo. O enterro ocorrerá amanhã, no Cemitério da Consolação.
Problemas cardíacos
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Ruth Cardoso tinha problemas cardíacos há mais de seis anos e já havia passado por duas cirurgias para a implantação de stents - próteses metálicas colocadas no interior das artérias coronarianas para a desobstrução do fluxo sanguíneo.
A ex-primeira-dama foi internada na última quinta-feira no Hospital Sírio Libanês com fortes dores no peito que foram diagnosticadas como uma crise de angina - falta de irrigação sanguínea nos músculos cardíacos. Ruth permaneceu internada até segunda-feira de manhã, quando recebeu alta.
No mesmo dia foi internada no Hospital do Rim e Hipertensão (ligado ao Hospital São Paulo, da Universidade Federal de São Paulo), na rua Borges Lagoa, zona sul de São Paulo, onde passou por um cateterismo - procedimento invasivo para diagnosticar ou corrigir problemas cardíacos.
Dessa vez, passou menos de 24 horas internada e foi liberada pelos médicos para ir para casa. Segundo o cardiologista Arthur Beltrame, médico que fazia o acompanhamento da ex-primeira-dama, o procedimento foi considerado “bem sucedido” pela equipe clínica. “Ela tinha problemas coronarianos há mais de seis anos e hoje teve uma morte súbita”, afirma.
Beltrame explica que não havia motivos para mantê-la internada. “O cateterismo foi considerado normal e os médicos estavam contentes com o resultado. No entanto, a medicina não é uma ciência exata, não é onipotente”, afirma.
Em nota do Hospital do Rim e Hipertensão, lida em frente ao prédio da família, os médicos afirmaram que o problema arterial encontrado durante o cateterismo é o mesmo que já havia sido diagnosticado em 2004. De acordo com a nota, Ruth teve uma forte arritmia cardíaca antes de morrer. O comunicado é assinado pelos cardiologistas do Hospital do Rim e Hipertensão e da Unifesp, Arthur Beltrame, Valter Lima e Edson Stefanini.
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