24/06 - 13:30, atualizada às 19:41 24/06 - Luciana Fracchetta, do Último Segundo
SÃO PAULO - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, afirmou na manhã desta terça-feira, 24, que os países europeus tem "preconceito" contra imigrantes, pois temem "perder seus empregos". Lula esteve em São Paulo para abertura do seminário sobre responsabilidade social e comemoração dos 60 anos dos Direitos Humanos.
Lula afirmou que a solução é ajudar os países pobres a se desenvolverem. "É preciso criar parcerias para que a gente possa produzir o etanol e o biodiesel em alguns países pobres que precisam de produção", disse.
Em seu discurso, Lula também fez referências à nova lei de imigração da União Européia aprovada pelo Parlamento Europeu no dia 18 de junho. As novas normas tornam mais rígidas as regras de tratamento a imigrantes ilegais. "O vento frio da xenofobia sopra outra vez suas falsas respostas para os desafios da sociedade", afirmou o presidente.
Igualdade social
No evento, Lula também prometeu um maior inclusão de mulheres e negros na sociedade brasileira. Segundo ele, “a baixa ascensão dos negros e das mulheres nas empresas é porque há 30 anos não plantamos a semente que precisava”. O presidente completou que “a herança da senzala se abate principalmente no ombro da mulher negra. Apenas uma entre quatro mulheres negras estão empregadas”.
Lula também mostrou números sobre a inclusão de um outro grupo nas empresas, os jovens. “Hoje, mais de 40% das empresas ainda não despertaram para a inclusão dos jovens”. Neste assunto, Lula falou sobre o combate de jovens e crianças em trabalhos informais e escravos. “Quase 5 milhões de crianças e adolescentes estão afastados da escola por conta do trabalho escravo”, disse.
Estavam presentes no evento o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, o ministro da Educação, Fernando Haddad, o ministro do Desenvolvimento, Miguel Jorge, e o governador de São Paulo, José Serra.
O governador também discursou sobre inclusão. Serra defendeu que “não considera caridade empregar pessoas deficientes” e disse que isso é um “bom negócio”, “pois agrega valor ao nome da empresa”. Ele disse que criará a Secretaria dos Direitos dos Deficientes e investirá 80 milhões para adaptar as estações do Metrô e da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos.
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