20/06 - 19:30 - Redação
SÃO PAULO – A Secretaria de Educação lamentou, em nota divulgada nesta sexta-feira, a continuação da greve dos professores da rede estadual, que “atrapalha sobremaneira os estudantes” e “demonstra que o sindicato não está preocupado com a qualidade de ensino das escolas paulistas". Em assembléia realizada nesta sexta-feira no vão livre do MASP, o Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado (Apeoesp) decidiu manter a greve, que já dura cinco dias, por mais uma semana.
Em protesto, os professores caminharam até a Praça da República, no centro, bloqueando o trânsito na avenida Paulista e na rua da Consolação.
A categoria recusou proposta de reajuste salarial de 12,2% feita na véspera pela Secretaria de Educação. O sindicato quer que o piso da categoria seja de R$ 2 mil, enquanto a proposta do governo eleva os salários-base a no máximo R$ 1.501,60.
Em nota, a Secretaria afirmou que a Apeoesp insiste em uma proposta “rechaçada pela ampla maioria dos cerca de 250 mil professores da rede estadual.” Segundo o governo, juntos, o salário base e as gratificações elevam a remuneração inicial dos professores a até R$ 1819,63, e a final a até R$ 3124,05.
A Secretaria também lamentou a resistência dos professores às mudanças impostas pelo decreto 53.037, assinado em maio pelo governador José Serra. O documento restringe as transferências de professores efetivos e cria uma prova anual para contratar profissionais.
A nota oficial reafirmou que o decreto não será revogado, pois “visa apenas melhorar as condições de ensino, a relação entre mestres e alunos e a continuidade dos processos pedagógicos.”
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