17/06 - 13:55, atualizada às 13:55 17/06 - Agência Brasil
Brasília - O presidente do Instituto de Defesa dos Direitos Humanos, advogado João Tancredo, avaliou nesta terça-feira que a sociedade vai pagar com seus impostos “a reprimenda” dada por militares do Exército a três moradores do Morro da Providência, no último fim de semana no Rio.
“Ações indenizatórias virão, o que lamentamos muito, porque o custo disso tudo vai recair sobre a sociedade correta, que paga seus impostos.”
O advogado expressou a intenção de defender a família das vítimas no processo e disse que espera também definir, no encontro de hoje com o Exército e com moradores, formas de atender aos pedidos da comunidade, para a retirada imediata dos militares do local. O grupo se reúne na 111º Companhia de Material Bélico, no centro do Rio.
“No primeiro momento houve o acobertamento [dos envolvidos]”, disse sobre a detenção de moradores, no sábado, pelos militares na Providência. “ Mas, a postura nesse momento é de cooperação. Não há outra solução”, reiterou.
Ao entrar para a reunião, Tancredo explicou ainda que o caso terá três desdobramentos. Primeiramente será aberto inquérito criminal no âmbito da Polícia Civil. Em seguida, será instaurado inquérito policial militar (IPM), por parte do Exército e, por fim, haverá o pagamento de indenizações pela Justiça.
Para protestar contra a morte dos três moradores no último fim de semana, os trabalhadores do Projeto Cimento Social, implementado pelo Exército, paralisaram desde ontem as obras de reforma dos telhados e fachadas nas casas populares na comunidade.
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