17/06 - 18:16, atualizada às 18:48 17/06 - Luciana Fracchetta, do Último Segundo
SÃO PAULO - O médico legista do Instituto Médico Legal (IML), Paulo Sérgio Tiepo Alves, afirmou no início da noite desta terça-feira que a fratura no punho de Isabella não poderia ter sido causada pela queda e deduziu que esse ferimento pode ter sido ocasionado através de uma tentativa de defesa da garota. "Se o ferimento fosse causado pela queda seria uma fratura mais severa". Segundo ele, foram encontradas quatro lesões diferentes, típicas de queda de uma altura pequena.
De acordo com o legista, responsável pelo exame no corpo de Isabella, ele e mais outros dois peritos perceberam sinais de asfixia e poucas lesões externas. "A asfixia encontrada não foi ocasionada pela queda". Por isso, no dia seguinte do crime foram ao Edifício London, pois perceberam que haviam características no cadáver que não eram de queda.
Ele também afirmou que foram encontradas secreções de vômito na parte interna das narinas, no pulmão e nas vestes de Isabella. Sobre a existência de uma esganadura, o legista disse que é possível não haver lesões internas e/ou externas no corpo.
Alves confirmou que quando o resgate chegou ao local do crime, Isabella já estava morta, descartando qualquer possibilidade de que o processo de reanimação teria causado alguma lesão na garota, ao contrário do que o perito da defesa, Sanguinnetti, defende.
Depoimentos
O juiz Maurício Fossen ouvirá 18 testemunhas indicadas pelo Ministério Público. De acordo com a assessoria do Tribunal de Justiça, entre os depoimentos, desta terça, estão os do Dr. Paulo Sérgio Tiepo Alves (IML), Dr. José Antônio de Moraes (perito), Benícia Maria Bronzati Fernandes (vizinha), Dr. Renata H. da Silva Pontes (delegada), Alexandre de Luca (sub-sindico do edifício London), Paulo César Colombo, Karen Rodrigues da Silva (síndica) e mais uma testemunha não identificada.
Benícia, que morava no antigo prédio do casal, seria ouvida por precatória no dia 25, em Franca. Como ela está em São Paulo será ouvida ainda hoje. Totalizando em 9 depoimentos colhidos nesta terça.
A mãe de Isabella, Ana Carolina de Oliveira, e os avós maternos da menina, José Arcanjo de Oliveira e Rosa Maria Cunha de Oliveira, estão entre as 9 testemunhas a serem ouvidas na quarta-feira, também no Fórum de Santana, na zona norte de São Paulo.
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