17/06 - 15:41, atualizada às 17:23 17/06 - Redação
RIO DE JANEIRO – Após reunião com líderes comunitários do Morro da Providência, o Exército informou que vai reduzir o número de militares responsáveis pela segurança das obras do projeto Cimento Social, do Ministério das Cidades. O Exército também vai decidir, até a próxima quinta-feira, se mantém a ocupação na localidade. Os funcionários da obra, que haviam paralisado as atividades em decorrência da morte de três jovens da comunidade, vão retomar os trabalhos em caráter emergencial.
| Agência Estado |
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| Morador protesta antes da reunião com militares |
O general do Comando Militar do Leste teria dito aos moradores que conversará com o comandante do Exército em Brasília para decidir por uma possível desocupação completa da comunidade. Caso as tropas continuem presentes, os operários anunciaram que não realizarão os serviços.
O clima é tenso no Morro da Providencia, com moradores realizando piquetes e confrontando os militares. Ônibus foram queimados e protestos vêm ocorrendo desde o sábado.
Militares prestarão depoimento
Oito militares – seis soldados e dois sargentos - serão ouvidos pelo delegado Ricardo Dominguez, nesta terça-feira, no 1ª Batalhão de Polícia do Exército, localizado na Tijuca, zona norte. Eles iriam à unidade policial, mas prestarão depoimento no Exército por medida de segurança. Dominguez espera esclarecer a participação de cada um dos 11 indiciados, que estão presos administrativamente.
O caso
| AE/Marcos DPaula |
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| Policiais do Exército e moradores em confronto |
Em depoimento ao titular da 4ª Delegacia de Polícia, delegado Ricardo Dominguez, alguns dos suspeitos teriam confessado o crime. Os jovens foram detidos pelos militares às 7h30 do sábado, quando voltavam de táxi de um baile funk, por desacato. Porém, o comandante da tropa determinou que eles fossem liberados após serem ouvidos.
Testemunhas afirmam que os rapazes ficaram sob o poder dos militares até as 11h30 e depois foram entregues a traficantes de uma facção rival a do Morro da Providência, onde os rapazes moravam, no Morro da Mineira, onde foram executados. Há denúncias de que as vítimas teriam sido vendidas por R$ 60 mil.
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