17/06 - 13:23, atualizada às 19:13 17/06 - Agência Estado
RIO DE JANEIRO - Parentes dos três jovens do Morro da Providência encontrados mortos no fim de semana ouviram, nesta terça-feira, do general Mauro César Lorena Cid, comandante da 9.ª Brigada de Infantaria, o primeiro pedido de desculpas formal do Exército. Acompanhadas de advogados, as mães das vítimas foram até o Ministério Público Estadual para ter acesso ao inquérito e formalizaram uma denúncia contra a União sob a acusação de triplo homicídio qualificado.
| Agência Estado |
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| General se desculpa por morte de garotos |
Segundo líderes comunitários, as obras do projeto Cimento Social no morro deverão ser retomadas até quinta-feira, mas só continuariam após a retirada das tropas.
Um outro fato chamou a atenção durante a reunião de pessoas da comunidade e o Exército. O líder comunitário Nelson Gomes, que ao ser perguntado por um militar se portava alguma arma, protestou tirando a roupa no Centro de Apoio Bélico do Comando Militar do Leste.
Oito militares – seis soldados e dois sargentos - serão ouvidos pelo delegado, nesta terça-feira, no 1ª Batalhão de Polícia do Exército, localizado na Tijuca, zona norte. Eles iriam à unidade policial, mas prestarão depoimento no Exército por medida de segurança. Rodriguez espera esclarecer a participação de cada um dos 11 indiciados, que estão presos administrativamente.
O caso
| AE/Marcos DPaula |
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| Policiais do Exército e moradores em confronto |
Em depoimento ao titular da 4ª Delegacia de Polícia, delegado Ricardo Dominguez, alguns dos suspeitos teriam confessado o crime. Os jovens foram detidos pelos militares às 7h30 do sábado, quando voltavam de táxi de um baile funk, por desacato. Porém, o comandante da tropa determinou que eles fossem liberados após serem ouvidos.
Testemunhas afirmam que os rapazes ficaram sob o poder dos militares até as 11h30 e depois foram entregues a traficantes de uma facção rival a do Morro da Providência, onde os rapazes moravam, no Morro da Mineira, onde foram executados. Há denúncias de que as vítimas teriam sido vendidas por R$ 60 mil.
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