16/06 - 19:15, atualizada às 21:35 16/06 - Agência Estado
RIO DE JANEIRO - O secretário de Segurança do Rio, José Mariano Beltrame, afirmou nesta segunda-feira que o episódio envolvendo militares na morte de três jovens no Morro da Providência comprova que o Exército não está preparado para atuar na Segurança Pública. Detidos por militares, eles foram entregues a traficantes do Morro da Mineira, de uma facção rival.
| AE/Marcos DPaula |
![]() |
| Policiais do Exército e moradores em confronto |
Solução milagrosa
Para Beltrame, o episódio mostra que a solução para a redução da criminalidade está no fortalecimento das polícias, e não no emprego das Forças Armadas como uma solução milagrosa. Para ele, a melhor contribuição do Exército seria o fornecimento de equipamentos, não de soldados. "Nós precisamos de logística, de equipamentos. Ninguém melhor do que as polícias Civil e Militar para lidar com os problemas costumeiros que nós temos aqui", afirmou Beltrame.
O secretário já havia criticado o projeto Cimento Social - que está sendo empreendido na Providência pelo Exército a partir de um projeto do senador Marcelo Crivella (PRB), pré-candidato a prefeito - quando esteve na Comissão de Segurança da Câmara dos Deputados, em Brasília, em maio.
Ele questionou a falta de clareza do objetivo da obra e a permanência do Exército na favela. Beltrame sempre resistiu ao emprego das Forças Armadas no patrulhamento ostensivo de ruas e de favelas dominadas pelo tráfico de drogas, mesmo quando essa hipótese chegou a ser levada pelo governador do Rio, Sérgio Cabral Filho (PMDB), ao governo federal.
Veja ainda:
Leia mais sobre: violência no Rio
Publicidade
Motorista alega legítima defesa em agressão após acidente no Rio
Motorista agride pedestre no Rio de Janeiro com barra de ferro