13/06 - 17:29, atualizada às 20:50 13/06 - Redação
SÃO PAULO - Os professores da rede estadual de ensino de São Paulo decretaram, nesta sexta-feira, greve por tempo indeterminado. Os manifestantes realizaram passeata na região da Avenida Paulista. O protesto foi finalizado às 19h07.
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| Professores protestam no centro de São Paulo |
A greve começa na segunda-feira, mas não há estimativa para o número de adesões. Nesta sexta, cerca de 30 mil professores se reuniram em assembléia na Praça da República, no centro de São Paulo.
Os profissionais reivindicam a anulação do decreto 53037/08 que, segundo a Apeoesp, impede a utilização do artigo 22, que permite ao professor inscrever-se para concorrer a uma vaga em escola mais próximo do município de residência; estabelece avaliação de desempenho aos ACTs; dificulta participação nos concursos de remoção e propõe atribuição de aulas compulsoriamente.
Além disso, a classe quer a revogação da Lei Completar 1041, que limita o número de faltas por razões médicas para os professores.
“Os professores só voltarão ao trabalho quando o governador Serra resolver conversar conosco para acabar com o decreto, revogar a lei que impede o acesso de nossos companheiros à saúde e discutir o respeito à data-base”, afirmou o professor Ariovaldo Camargo, ex-secretário da Apeoesp e atual Secretário de Finanças da CUT-SP.
Uma nova assembléia acontecerá na próxima sexta-feira, dia 20 de junho, no vão do Masp, na Avenida Paulista. Nesta data, as 94 subsedes da Apeoesp também realizarão assembléias regionais.
Governo lamenta greve
O Governo do Estado de São Paulo, em nota oficial, afirma lamentar a decisão da Apeoesp. Segundo a secretaria de Educação, menos de 2% dos 250 mil professores na rede estadual estiveram nesta sexta-feira em frente à sede da secretaria.
"A decisão de regular as transferências de professores foi adotada com o objetivo de melhorar o aproveitamento escolar, garantindo a continuidade do trabalho pedagógico e o estreitamento na relação entre mestres e alunos. Somente neste ano quase metade dos professores efetivos mudou de escola, o que prejudica sobremaneira a aprendizagem dos alunos", diz a nota.
Segundo a nota, em pelo menos 5 vezes secretários de governo se reuniram com a Apeoesp, que infelizmente deixou de pensar nos alunos ao tomar a decisão de paralisar as atividades de parte dos professores.
A secretaria afirma que a normalização das aulas depende somente dos professores e não há um "plano de emergência" caso a greve se concretize.
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