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Lula e Alencar saem em defesa de Dilma no caso Varig

10/06 - 14:37, atualizada às 19:52 10/06 - Luciana Fracchetta e Rodrigo Ledo

SÃO PAULO - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o vice, José Alencar, saíram em defesa da ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, nesta terça-feira. Dilma foi acusada pela ex-diretora da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), Denise de Abreu, de interferir no processo de venda da companhia aérea Varig, em 2006.



Agência Brasil
Alencar sai em defesa de Dilma na Câmara
Em evento em São Paulo, Lula classificou a acusação contra a ministra - uma das principais apostas do governo para as eleições presidenciais de 2010 - como "abominável".

"Acho abominável [acusação] e a história fará o julgamento. É um absurdo as acusações que estão fazendo contra a ministra Dilma. De qualquer forma, isso faz parte do jogo político. Temos uma salvaguarda contra o mau jornalismo, que é o leitor", disse Lula.

Mais cedo, na Câmara dos Deputados em Brasília, o vice-presidente José Alencar disse que Dilma tem total confiança do governo por ser “intransigente” com ilegalidades.

"A ministra Dilma tem um comportamento que nós admiramos e respeitamos. Nenhum de nós acredita que tenha feito erro legal. Ela é intransigente em relação a coisas fora da lei”, afirmou Alencar.




O caso

Acusações da ex-diretora da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), Denise Abreu, sobre a venda da marca e das operações da Viação Riograndense (Varig) para a Volo do Brasil, formada pelo fundo americano Matlin Patterson e três sócios brasileiros, envolvem a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, e um compadre do presidente Lula, o advogado Roberto Teixeira. De acordo com o relato de Denise, a ministra e o advogado estavam envolvidos em um intenso jogo de interesses.

A ex-diretora, que pediu demissão após denúncias de que ela fazia lobby em favor da TAM dentro da agência, disse, de acordo com o jornal "O Estado de São Paulo", que tomou decisões em favor da VarigLog sob pressão da ministra Dilma. A ministra nega, embora admita que o governo tivesse preocupações quanto ao destino da Varig, assolada por dívidas.

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