10/06 - 14:37, atualizada às 19:52 10/06 - Luciana Fracchetta e Rodrigo Ledo
SÃO PAULO - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o vice, José Alencar, saíram em defesa da ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, nesta terça-feira. Dilma foi acusada pela ex-diretora da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), Denise de Abreu, de interferir no processo de venda da companhia aérea Varig, em 2006.
| Agência Brasil |
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| Alencar sai em defesa de Dilma na Câmara |
"Acho abominável [acusação] e a história fará o julgamento. É um absurdo as acusações que estão fazendo contra a ministra Dilma. De qualquer forma, isso faz parte do jogo político. Temos uma salvaguarda contra o mau jornalismo, que é o leitor", disse Lula.
Mais cedo, na Câmara dos Deputados em Brasília, o vice-presidente José Alencar disse que Dilma tem total confiança do governo por ser “intransigente” com ilegalidades.
"A ministra Dilma tem um comportamento que nós admiramos e respeitamos. Nenhum de nós acredita que tenha feito erro legal. Ela é intransigente em relação a coisas fora da lei”, afirmou Alencar.
O caso
Acusações da ex-diretora da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), Denise Abreu, sobre a venda da marca e das operações da Viação Riograndense (Varig) para a Volo do Brasil, formada pelo fundo americano Matlin Patterson e três sócios brasileiros, envolvem a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, e um compadre do presidente Lula, o advogado Roberto Teixeira. De acordo com o relato de Denise, a ministra e o advogado estavam envolvidos em um intenso jogo de interesses.
A ex-diretora, que pediu demissão após denúncias de que ela fazia lobby em favor da TAM dentro da agência, disse, de acordo com o jornal "O Estado de São Paulo", que tomou decisões em favor da VarigLog sob pressão da ministra Dilma. A ministra nega, embora admita que o governo tivesse preocupações quanto ao destino da Varig, assolada por dívidas.
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