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Nelson Jobim diz que prisão de militar homossexual não foi discriminação

04/06 - 16:53, atualizada às 16:58 04/06 - Regina Bandeira - Último Segundo/Santafé Idéias

BRASÍLIA - O ministro da Defesa, Nelson Jobim, comentou a prisão do sargento Laci Marinho de Araújo, após o programa SuperPop desta terça-feira, apresentado pela Luciana Gimenez, em que ele assumiu relacionamento homossexual desde 1997. O companheiro e também sargento Fernando de Alcântara Figueiredo, que participou do programa, não foi preso.

“A informação que eu tinha era que esse cidadão foi preso como desertor, porque tinha se afastado de suas funções e foi preso como tal”, argumentou o ministro. Jobim negou que o problema fosse discriminação. “É preciso verificar se os casos concretos se aplicam ou não às regras disciplinadoras do Exército”, disse.

A coordenadora da Frente Parlamentar de Gays Lésbicas Bissexuais e Transexuais (GLBT), deputada Cida Diogo (PT-RJ), adiantou que irá procurar o ministro para tratar sobre o assunto, porque acredita que houve discriminação no caso. Já o deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ) discorda da avaliação de Cida Diogo. “Um desertor e outro fardado durante o programa feriu a ética militar”, afirmou.

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