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Ministério Público apura tumulto causado em manifestações de vigilantes bancários

04/06 - 17:44 - Redação com Agência Brasil

SÃO PAULO - O Ministério Público instaurou, nesta quarta-feira, um procedimento investigativo para apurar eventuais distúrbios causados por manifestações do Sindicato dos Empregados em Empresas de Vigilância, Segurança e Similares de São Paulo (Seevissp), que aconteceram nos dias 3 e 4 de junho na capital. Autor do documento, o promotor Luiz Fernando Rodrigues Pinto Junior pede que a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) e a Polícia Militar informem se os órgãos públicos estavam cientes da manifestação e se providências foram tomadas para evitar tumulto.


De acordo com o Sindicato dos Empregados em Empresas de Vigilância, Segurança e Similares de São Paulo (Seevissp), cerca de 7 mil trabalhadores participaram de manifestações pela capital. A polícia estima que foram 900. Eles reivindicam 9,9% de reajuste salarial, adicional de risco de vida de 30% ao ano sobre o salário, e aumento no vale-alimentação de R$ 5 para R$ 10.

Cerca de 570 agências bancárias permaneceram fechadas nesta quarta-feira em São Paulo e Osasco devido à greve dos vigilantes particulares, que entrou no segundo dia. A estimativa é do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região. A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) não dispunha de informações sobre o número de agências fechadas.

Na tarde desta quarta-feira, os trabalhadores decidiram permanecer em greve. Uma nova assembléia será realizada na manhã de quinta-feira.

A negociação entre patrões e empregados está sendo feita na Justiça. O Sindicato das Empresas de Segurança Privada do Estado de São Paulo (Sesvesp) protocolou, na última terça-feira, petição no Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região (TRT-SP) para julgamento da greve dos vigilantes e retorno imediato dos grevistas a seus postos.

O sindicato patronal já fechou acordo salarial com 13 sindicatos de trabalhadores no estado, cerca de 67% da categoria. Com outros nove sindicatos, o Sesvesp só vai negociar no TRT, onde foi instaurado o dissídio coletivo econômico e de greve.

No Estado de São Paulo existem 370 empresas de segurança privada autorizadas pela Polícia Federal e em funcionamento, que empregam em torno de 100 mil vigilantes.

Veja o vídeo do segundo dia da greve de vigilantes em São Paulo:





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