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Defesa de Alexandre e Anna Jatobá entrega lista de testemunhas à Justiça

02/06 - 21:03, atualizada às 21:44 02/06 - Agência Estado

SÃO PAULO - Os advogados de Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá entregaram nesta segunda-feira ao Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) uma lista com 16 testemunhas de defesa do casal. Elas serão ouvidas pelo juiz Maurício Fossen, do 2º Tribunal do Júri, na ação que apura o assassinato de Isabella de Oliveira Nardoni, de 5 anos, em 29 de março.

 

Alexandre e Anna Carolina, pai e madrasta da menina, são acusados pelo crime. O TJ não divulgará o nome dos convocados pela defesa e o juiz decidirá se aceita ou não os indicados.

O casal foi interrogado por Fossen no Fórum de Santana, zona norte de São Paulo, na última quarta-feira. Eles negaram todas as acusações e disseram ter sido pressionados pela polícia a confessar. Os dois estão presos preventivamente em penitenciárias de Tremembé, no interior de São Paulo. Segundo denúncia do Ministério Público Estadual (MPE), aceita pela Justiça, Isabella foi esganada por Anna Carolina e jogada pela janela do 6º andar por Alexandre.

Nos dias 17 e 18 de junho, a Justiça ouvirá as 19 testemunhas de acusação, indicadas pelo promotor do caso Francisco Cembranelli. Estão nessa lista a delegada que conduziu o inquérito policial, Renata Helena Pontes, e três peritos da Polícia Científica de São Paulo. Entre as testemunhas da acusação estão ainda a mãe de Isabella, Ana Carolina Cunha de Oliveira, e os avós maternos, Rosa Maria Cunha de Oliveira e José Arcanjo de Oliveira.

O caso

AE
Alexandre e Anna quando foram presos no dia 7
Isabella era filha do consultor jurídico Alexandre Alves Nardoni e da bancária Ana Carolina Cunha de Oliveira. A cada 15 dias, ela visitava o pai e a madrasta Anna Carolina Jatobá.

No sábado, dia 29 de março, a garota foi encontrada no jardim do prédio em que o pai mora. A polícia descartou desde o princípio a hipótese da criança ter caído da janela do 6° andar por acidente. O delegado titular do 9º Distrito Policial Carandiru, Calixto Calil Filho, declarou que Isabella foi jogada do apartamento por alguém.

O delegado destacou o fato de a tela de proteção da janela do quarto ter sido cortada e de ninguém ter dado queixa de desaparecimento de pertences no local.

O pai alegou à polícia que um homem invadiu o seu apartamento. Ele e Anna Carolina afirmam ser inocentes e, por meio de cartas e em entrevista ao programa "Fantástico", da TV Globo, disseram esperar que "a justiça seja feita".


Entenda o caso


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