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Sinopse da imprensa: ONU afirma que mortes por policiais no Rio são "execuções"

31/05 - 05:21 - Redação

A ONU irá apresentar na próxima segunda-feira em Genebra, Suíça, um relatório em que classifica como "execuções extrajudiciais" o alto número de autos de resistência (mortes em confronto com a polícia) registrados no Rio de Janeiro. A informação é do jornal “Folha de S.Paulo”.

A reportagem cita documento preliminar elaborado por Phillip Alston, relator para Execuções Sumárias, Arbitrárias e Extrajudiciais da entidade. De acordo com o relatório, em 2007 o número de pessoas mortas no Estado por resistirem à abordagem policial foi de 1.330 -o equivalente a 18% do total de homicídios no período.

"Só raramente essas mortes, classificadas pelos próprios policiais como autos de resistência, são investigadas", diz o documento. Alston afirma ter tido acesso a indícios, como relatórios de autópsias, que indicam que em muitos casos ocorreram "execuções extrajudiciais".

O documento critica também o fato de o governo do Estado ter classificado como "modelo para futuras ações" a operação que deixou 19 mortos no conjunto de favelas do complexo do Alemão, em junho de 2007.

Em nota, o governo afirmou que "realiza e manterá uma política pública de investimento social nas comunidades carentes para que o poder público se torne a referência para os moradores desses locais".

"O confronto é indesejável, mas inevitável. Não há prazo nem mágica. É um trabalho sério, com inteligência e permanente", afirma a nota.

São Paulo

O relatório da ONU também trará críticas a São Paulo. Apontará que, assim como ocorre no Rio de Janeiro, os tribunais paulistas só julgam cerca de 10% dos casos de homicídios ocorridos no Estado.

Em São Paulo, dos 10% de casos julgados, só a metade termina com a condenação do réu acusado pela polícia e pelo Ministério Público por homicídio. A situação de superlotação em 95% dos 144 presídios paulistas também será denunciada.

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