30/05 - 15:46 - Agência Brasil
BRASÍLIA - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta sexta-feira que Belém é a última grande capital que visita para assinar ordens de serviço do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) antes do início do período eleitoral. “A partir de agora, vou esperar passar o processo eleitoral para voltar a visitar, porque quero voltar aos Estados inaugurando escolas técnicas e universidades, estradas e ferrovias”, disse Lula, durante discurso na capital paraense.
| Agência Brasil |
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| Lula e Dilma Rousseff participam de evento |
O presidente usou como exemplo a convivência entre dois conhecidos grupos de uma festa típica de Parintins, no Amazonas, o Caprichoso e o Garantido. “Eles são adversários o ano inteiro, mas, no dia da apresentação, quando o vermelho está se apresentando, o azul fica duas horas em silêncio e vice-versa. Ali é o espaço da sociedade, não é o espaço de uns poucos”.
A classificação, nesta quinta-feira, do Brasil pela segunda agência de risco internacional como um lugar seguro para se investir foi comemorada pelo presidente, assim como a descoberta de mais uma reserva de petróleo pela Petrobras.
Em seguida, Lula disse que os adversários atribuem à sorte as coisas boas que têm acontecido no País durante seu governo. “Meus adversários dizem: o Lula tem sorte”. E completou: “Tudo isso é sorte, mas, se não tivéssemos trabalhado duro para consertar a economia brasileira, para contornar a inflação – e vocês sabem o quanto sofremos em 2003, porque tivemos que fazer um ajuste duro”.
O presidente disse que o fará o que for preciso para evitar a volta da inflação. “Farei qualquer coisa país para não permitir que a inflação volte, porque, quando voltar, vai quebrar é o bolso do povo pobre, trabalhador. Nós, do governo, vamos fazer o sacrifício que tivermos que fazer para manter uma política fiscal responsável”.
Ele falou ainda que não permitirá que o Brasil volte a ter recessão e que é necessário que haja pelo menos 20 anos de crescimento sustentável para que o país tenha uma economia saudável.
Durante a cerimônia da qual o presidente participou, foram assinados atos relativos a obras do PAC nas áreas de saneamento e habitação e lançado o Plano de Desenvolvimento Sustentável do Marajó. O plano propõe a implementação de um novo modelo de desenvolvimento global. Também foi assinado um acordo que formaliza a cooperação entre governos federal, estadual e municipal para implementar o programa Territórios da Cidadania.
Em Belém, Lula participou ainda da Reunião do Fórum de Governadores da Amazônia Legal e da instalação do Conselho Deliberativo da Superintendência de Desenvolvimento da Amazônia (Sudam). Foram assinados também atos com a Secretaria Especial de Direitos Humanos para erradicar o sub-registro civil, pela inclusão de pessoas com deficiência e para reduzir a violência contra crianças e adolescentes.
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