30/05 - 17:13 - Redação
SÃO PAULO – Segundo o projeto Excelências, da ONG Transparência Brasil, cada contribuinte da cidade de Palmas, capital de Tocantins, terá de gastar R$ 87,10 em 2008 para manter a Câmara Municipal. De acordo com o estudo, trata-se da quantia mais elevada do País.
A cerca de quatro meses das eleições municipais brasileiras, a Casa de Palmas e também a de Rio Branco (AC) passam a ser monitoradas pelo projeto Excelências, que agora acompanha as Câmaras de 21 cidades.
A Transparência Brasil também reúne informações da Câmara dos Deputados, do Senado Federal, da Câmara do Distrito Federal e das 26 Assembléias Legislativas. No total, são monitorados mais de 2,2 mil parlamentares em exercício.
Na próxima semana, as Câmaras de Aracaju e Maceió serão incluídas no projeto Excelências, que em breve também vai monitorar os parlamentares de Boa Vista, Macapá e Porto Velho.
Outros números da Câmara Municipal de Palmas:
• R$ 1,294 milhão é o que custará a manutenção do mandato de cada vereador em 2008. A quantia é maior que em outras dez capitais;
• R$ 15,5 milhões é a previsão de gastos da Câmara para 2008;
• 17% dos vereadores têm processo na Justiça ou foram punidos por
Tribunais de Contas.
Outros números da Câmara Municipal de Rio Branco:
• R$ 40,28 é a quantia que cada contribuinte de Rio Branco gastará em 2008 para manter a sua Câmara Municipal. A quantia é maior que a de outras 12 capitais, entre elas São Paulo (R$ 28,53).
• R$ 836 mil é o preço da manutenção do mandato de cada vereador em 2008;
• R$ 11,7 milhões é a previsão de gastos da Câmara da capital do Acre para 2008. O reforço orçamentário foi de 16,9%, mais de dez pontos percentuais acima da inflação oficial;
Pouca transparência
Segundo a ONG, as Câmaras de Palmas e Rio Branco não publicam na internet dados objetivos sobre o comportamento de seus parlamentares, como informações a respeito do uso de verbas de gabinete, registros de viagens e freqüências nas comissões e reuniões plenárias.
O site da Transparência Brasil publica, ainda, nome completo, endereço eletrônico e CPF de cada vereador, menções em reportagens sobre corrupção, perfil de financiamento eleitoral, histórico de filiações partidárias, cargos relevantes ocupados no passado e afinidades com grupos de interesse (evangélicos, sindicalistas, policiais, entre outros).
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