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Trem-bala terá licitação nacional e internacional, diz Dilma

27/05 - 14:44 - Reuters

RIO DE JANEIRO - O governo pretende fazer a licitação para a construção do trem-bala, ligando Rio de Janeiro, São Paulo e Campinas, em fevereiro do ano que vem, em duas etapas, uma internacional e uma nacional', anunciou a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff. Em palestra sobre modernização da infra-estrutura, no Fórum Nacional, que se realiza no BNDES, Dilma falou da divisão da licitação, que ao final formaria uma Sociedade de Propósito Específico (SPE) entre consórcios nacionais e estrangeiros.

"Quem ganhar, seja um consórcio japonês, coreano ou francês, se formaria de um lado, e nós formaríamos um consórcio de outro. Os dois consórcios que ganhassem a licitação se fundiriam para constituir uma SPE, que faria o material rodante e também a estrutura operacional", explicou Dilma.

O trem-bala, que integra o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), está orçado em 9 bilhões de dólares, e a ministra Dilma Rousseff viajou recentemente para o Japão e a Coréia, onde apresentou o projeto. O trajeto ligaria os aeroportos do Galeão (Rio de Janeiro), Cumbica (São Paulo) e Viracopos (Campinas).

Dilma afirmou também que o governo negocia com os Estados Unidos uma parceria para viabilizar a Ferrovia Bioceânica, ligando o Atlântico ao Pacífico. O trecho brasileiro compreenderia uma malha entre a cidade de Paranaguá (PR) e Maracajú (MS), com custo estimado de 800 milhões de reais.

Do Mato Grosso do Sul, a ferrovia que facilitaria o escoamento de grãos produzidos no Centro-Oeste, seguiria para Mejillones ou Antofagasta, no Chile. Cada quilômetro da ferrovia custaria entre R$ 1,2 e R$ 1,6 milhão, segundo cálculos da Agência Nacional de Transporte Terrestre (ANTT).

"Identificamos para o governo americano um único projeto que a gente gostaria de parceria, que é a Biocêanica. Eu estou falando apenas de financiamento", disse Dilma.

A ministra afirmou que o governo deve fazer uma reavaliação do orçamento do PAC, e disse que o sucesso do programa depende da continuidade dos projetos nos próximos governos.

O PAC teve um orçamento inicial de R$ 504 bilhões, e enfrenta um cenário de pressão de preços que pode impactar no custo do programa.

'Estes valores se modificam necessariamente até porque algumas obras estimadas em um valor, tem o seu valor diminuído, e outras ganham outro valor...Possivelmente, ao longo desse ano nós faremos a reavaliação do valor de 2008', disse ela.

Dilma ressaltou que o sucesso do programa depende da continuidade dos projetos que já estão sendo iniciados.

"Daqui para a frente, quando a gente olhar um governo, vamos perguntar duas coisas: o que você deixou de obra e o que você deixou de projeto para o próximo. É uma continuidade. Um vai deixar para o outro senão não temos condição de fazer as obras necessárias".

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