26/05 - 12:32 - Regina Bandeira - Último Segundo/Santafé Idéias
BRASÍLIA - O líder do PSDB na Câmara, deputado José Aníbal (SP), rebateu, nesta segunda-feira, a hipótese levantada pela base aliada de a Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) ser recriada nesta quarta-feira para garantir recursos para a Emenda 29, que fixa aumentos gradativos nos gastos com a saúde.
Na quarta-feira está prevista a votação da Emenda 29 em plenário. “Antes, seria preciso que a idéia virasse projeto, passasse por comissões e que sua admissibilidade fosse analisada”, argumentou.
O líder do DEM, deputado Rodrigo Maia (RJ), também garantiu que a medida não passará em plenário. Segundo ele, a oposição está unida contra a recriação da CPMF no âmbito na Emenda 29. “Estamos dispostos a aprovar a emenda, mas contra qualquer medida que signifique aumento de imposto. Ainda mais não tendo sido discutido antes”, declarou.
A Emenda 29, que determina a elevação gradativa dos gastos dos governos federal, estaduais e municipais com saúde, será votada em plenário dentro de dois dias. O governo federal já sinalizou que o Congresso precisa definir de onde sairão os gastos progressivos que os governos federal, estaduais e municipais terão com a aprovação da Emenda 29.
Na semana passada, o líder do PT na Câmara, deputado Maurício Rands (PE), defendeu a recriação do imposto do cheque, de forma permanente, e com alíquota menor (0,1%). Até ser extinta, no ano passado, a CPMF representava 0,38% de qualquer movimentação financeira. A proposta de Rands é apresentar um substitutivo à Emenda 29.
Se for aprovada, o líder do DEM na Câmara adiantou que a oposição entrará com uma ADI no Supremo Tribunal Federal contestando a constitucionalidade da medida. "O governo está batendo recordes de arrecadação. Não precisa aumentar impostos", disse.
Leia mais sobre: Emenda 29
Publicidade
Governo quer regulamentar Emenda 29 com fonte de financiamento
Líder do PT afirma que arrecadação recorde não impedirá luta pela volta da CPMF
Emenda 29, que repõe recursos da CPMF, deve ser votada na próxima semana