26/05 - 22:59 - Agência Estado
O lobista João Pedro de Moura, preso pela Operação Santa Tereza, declarou hoje à Justiça que citou o nome do deputado Paulinho da Força (PDT-SP) no caso BNDES como forma de garantir para si honorários por serviços que afirmou ter prestado. Ele disse que “inadvertidamente” citou o nome de terceiros que não tinham qualquer relação com os empréstimos que o banco fez à Prefeitura de Praia Grande e às Lojas Marisa.
Moura respondeu a todas as perguntas que lhe foram feitas na audiência, inclusive a respeito de diálogos seus que a Polícia Federal grampeou e que ele teve que ouvir. Disse que usou o nome do deputado porque foi seu assessor na Força Sindical.
Por isso, anotou, seria natural que os outros integrantes do grupo se convencessem de suas relações próximas com Paulinho e providenciassem o pagamento correto do que lhe era devido como consultor. Ele afirmou ao juiz Marcio Catapani que não fez nenhum depósito bancário nem repasse em dinheiro para o deputado ou para o advogado Ricardo Tosto.
O nome Paulinho ou apenas as letras PA aparecem em documentos apreendidos e também em grampos que a PF fez durante cinco meses. Moura disse que teve a idéia de usar o nome de Paulinho porque achou que estaria sendo “passado para trás”. Assim, acabou “inventando” que tinha que dar dinheiro ao deputado “como forma de incrementar o valor que deveria receber pelos seus serviços”.
As informações são do O Estado de S. Paulo
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