23/05 - 11:53, atualizada às 13:35 23/05 - Severino Motta - Último Segundo/Santafé Idéias
Na abertura do evento que acaba de criar a União das Nações Sul-americanas (Unasul), o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, defendeu a solidariedade entre os países como única forma de alcançar a posperidade da América do Sul. De acordo com ele, os tratados comerciais devem fortalecer a economia da região e se transformar em instrumento de combate às desigualdades sociais.
O presidente aproveitou a cerimônia de constituição para convidar os países caribenhos à ingressar na Unasul. Ressaltou que a união será aberta e vai se basear no consenso em toda as suas tomadas de decisão.
Entre os principais pontos de integração das nações, o presidente citou a questão fincanceira, energética, infra-estrutra e de conexões rodoviárias e ferroviárias. Lula também quer parceria nas indústrias aeronáticas, navais, de medicamentos e equipamentos militares. Em relação à criação do Conselho Sul-Americano de Defesa, o presidente sugeriu que uma nova reunião entre os chefes de Estado seja realizada no segundo semestre deste ano quando será detalhado o funcionamento do conselho.
Durante seu discurso, Lula rebateu críticas internacionais sobre a produção de etanol, que seria uma das responsáveis pela crise de alimentos. Segundo ele, é justamente na América do Sul que os demais países buscam uma saída para a escassez e que em nenhum momento ele abrirá mão para soberania nacional no que tange ao crescimento da indústria e da agricultura.
Defesa aos vizinhos
O presidente Lula defendeu países vizinhos como a Bolívia e a Venezuela, que tem sua democracia criticada por parte de imprensa e governo de países desenvolvidos. Segundo ele, todos os governos sul-americanos foram eleitos democraticamente e que "a instabilidade que alguns querem ver é sinal de vida, de vida política", afirmou
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