21/05 - 15:52, atualizada às 16:16 21/05 - Agência Brasil
BRASÍLIA - Em rápida audiência na Câmara dos Deputados, o ministro extraordinário de Assuntos Estratégicos, Roberto Mangabeira Unger, adiantou nesta quarta-feira (21) que o Plano Amazônia Sustentável (PAS), do qual é coordenador, irá definir medidas de desenvolvimento sustentável para a Amazônia “com floresta” e também para a “sem floresta” (áreas já devastadas e regiões de cerrado dentro da Amazônia Legal).
Para o desenvolvimento de regiões ainda preservadas, o ministro afirmou que a prioridade será o estabelecimento de um regime tributário para que a floresta em pé tenha mais valor que a exploração de madeira.
Segundo Mangabeira, isso inclui o desenvolvimento de tecnologias apropriadas para o manejo de florestas tropicais, a organização de serviços ambientais avançados, a definição jurídica da gestão comunitária da floresta e a construção de vínculos entre florestas e indústrias nas cidades e periferias da Amazônia. “Serão tarefas difíceis, mas indispensáveis”, afirmou. Antes, Mangabeira assumiu que tem limitações para coordenar o plano.
Em relação às estratégias para a Amazônia sem floresta, o ministro afirmou que “não se pode repetir erros históricos” cometidos na região, em referência a formas de desenvolvimento predatório ao meio ambiente. Mangabeira defendeu a construção de um modelo produtivo que associe o governo e os produtores agropecuários e apontou a necessidade de mais foco na definição de soluções de transportes para a região.
“O Brasil é vidrado no transporte rodoviário. Na Amazônia, precisamos de sistemas multimodais, que integrem ferrovias, rodovias e hidrovias”, sugeriu.
Por causa de outros compromissos, Mangabeira deixou a audiência sem responder perguntas de parlamentares, o que irritou alguns deputados, que encararam a ausência do debate como um desrespeito ao Congresso Nacional. Mangabeira desculpou-se e marcou nova audiência para debater o PAS no dia 11 de junho.
O ministro definiu a Amazônia como “uma fronteira da imaginação” mais que uma fronteira geográfica e afirmou que a principal preocupação do governo na região é com a “reconciliação profunda e duradoura entre preservação da natureza e desenvolvimento econômico”.
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