20/05 - 17:07 - Redação com agências
SÃO PAULO - Ao lado do governador paulista, José Serra, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que mesmo próximo das eleições municipais, em outubro deste ano, o País vive um momento no qual mesmo adversários políticos podem se unir em torno de projetos importantes como os do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).
Segundo Lula, o Estado administrado pelo tucano, derrotado pelo petista nas eleições presidenciais de 2002, receberá mais de R$ 8 bilhões do programa administrado pela ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, a quem voltou a se referir como "mãe do PAC".
"Para me imitar, o Serra até arrumou uma mãe para o PAC dele", brincou o presidente, ao se referir à secretária de Saneamento e Energia paulista, Dilma Seli Pena.
Inflação
Em cerimônia de lançamento de obras do PAC em São Paulo, o presidente disse que o crescimento da demanda pode levar à volta da inflação.
"Nós não podemos deixar a inflação voltar. E não é culpa do governo, não. É culpa minha, é culpa de vocês, é culpa do Serra [governador de São Paulo, José Serra], do Kassab [prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab], da Dilma [ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Roussef], da Marta Suplicy [ministra do Turismo], do Suplicy [senador petista Eduardo Suplicy]", afirmou o presideente. "Ou seja, é [culpa] de quem compra e de quem vende, de quem governa e de quem não governa. A inflação é a pior desgraça para o povo que vive de salário, porque a inflação come o salário dele”.
Em discurso na comunidade de Heliópolis, zona sul da cidade, Lula defendeu o aumento da capacidade produtiva do País para que haja um equilíbrio entre oferta e demanda.
“Nós estamos trabalhando para que tenha uma combinação perfeita entre a capacidade produtiva do País e a capacidade de demanda do país. Na hora que o povo pode comprar mais, as indústrias precisam produzir mais, porque se as indústrias não produzirem mais, vai ter mais gente para comprar, menos produtos para vender, aí os espertinhos aumentam o preço”.
Na cidade de São Paulo, o presidente participou da assinatura de contrato para despoluição de mananciais de água das represas Billings e Guarapiranga, de contrato da Linha Verde do Metrô e de autorização da Rádio Comunitária de Heliópolis.
(com informações da Reuters e da Agência Brasil)
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