15/05 - 18:56 - Redação
SÃO PAULO - O ex-governador do Acre Jorge Viana disse à Rádio BandNews FM que sua indicação para coordenador do Plano Amazônia Sustentável (PAS), feita pelo novo ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, foi uma “barbeirada”.
Questionado se aceitaria o convite, Jorge Viana diz que não quer cargo no governo e que vai ajudar informalmente no que for preciso, que gosta e é amigo de Minc. No entanto, se recusou a jurar de pés juntos que não vai aceitar.
“Respeito o professor Mangabeira Unger, ele é professor de Harvard, o professor dos professores, mas em matéria de Amazônia eu acho que ele é aluno”, disse Jorge Viana.
O novo ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc (PT-RJ), disse em entrevista à rádio que indicará Viana para coordenador executivo do PAS. Antes da nomeação de Minc, Viana recusou o convite de Lula para assumir o ministério.
"Eu vou sugerir que o PAS tenha o Jorge Viana como coordenador executivo local. Ele é um profundo conhecedor da Amazônia, é uma pessoa capacitada e acho que não vai se negar. Independentemente da coordenação intelectual, o PAS precisa ter uma coordenação executiva local ligada à Amazônia", disse.
AE

Minc quer Viana à frente do PAS
Sobre sua nomeação ao Ministério, Minc afirmou que o presidente Lula deu "uma série de garantias". Entre elas, a liberdade para montar a equipe e recursos para ampliar zonas de conservação, para a recuperação das bacias hidrográficas e para manter a Mata Atlântica e Amazônica.
Sobre Marina Silva, sua antecessora, Minc declarou que não acha que Marina "não teve sucesso". "Ela foi a melhor ministra do Meio Ambiente de sempre. Aumentou áreas protegidas, enfrentou opressões econômicas, mas não conseguiu fazer tudo o que teria". Ele disse não não garantir ter sucesso "onde ela teve problemas" e afirmou esperar apoio "pessoal" de Lula.
Mangabeira Unger
A indicação do ministro extraordinário de Assuntos Estratégicos, Mangabeira Unger, para gestor do Plano da Amazônia Sustentável (PAS) é tida, nos bastidores, como um dos fatores que levou a ministra Marina Silva a pedir demissão.
Entretanto, em entrevista na manhã desta quinta-feira, Marina não confirmou se este seria mesmo um dos fatores de sua demissão. "Não posso dizer que meu gesto foi em função do Mangabeira. Não é uma questão pessoal", disse ela.
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