14/05 - 08:36 - Agência Estado
BRASÍLIA - Um dos nomes mais repetidos nas especulações para substituir a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, o secretário Estadual de Ambiente do Rio, Carlos Minc, descartou "em princípio" que possa aceitar o cargo e também demonstrou apoio à ministra demissionária.
"Eu jurei de pés juntos que não iria para Brasília", disse Minc, relatando o teor de uma conversa que mantivera com o governador do Rio, Sérgio Cabral, ontem, quando já embarcava em um vôo para Paris, onde está desde a manhã de hoje.
| Divulgação |
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| Minc foi cotado para assumir o ministério |
"Sou ligadíssimo à Marina. Temos uma história comum desde os tempos do Chico Mendes. Eu a conheci quando ainda era uma guria. Nem vereadora era", justificou, demonstrando solidariedade e reiterando sua disposição de não assumir do cargo. A única brecha no discurso de Minc foi quando ressaltou a expressão "em princípio" antes de afirmar: "Não está nos meus planos".
Saída de Marina Silva
A titular da pasta do Meio Ambiente, Marina Silva, pediu demissão na manhã desta terça-feira. De acordo com a assessoria do ministério, em caráter irrevogável. Ainda não foram divulgados os motivos do decisão da ministra.
Um ex-assessor da Marina, que não quis se identificar, porém, afirmou que o fato mais recente na lista de insatisfações da ministra foi a nomeação de Roberto Mangabeira Unger, ministro de Assuntos Estratégicos, para coordenador do Plano Amazônia Sustentável (PAS).
| ABr/Valter Campanato |
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| Lula encontrou Cabral nesta segunda no Rio |
"A Marina é uma militante muito rígida e muito pura. Tenho certeza de que teve um motivo justo para sair", declarou Sibá Machado, destacando não saber, porém, o que teria levado a ministra a pedir demissão.
Marina assumiu o cargo em 2003, no primeiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ela vinha entrando em conflito com posturas do governo referentes a políticas de preservação do meio ambiente. Entre os choques, está o controle do desmatamento na Amazônia.
No início do ano, Marina chegou a apontar a produção agropecuária brasileira como responsável pelo aumento no desmatamento da floresta amazônica. A avaliação conflitou com o posicionamento do Ministério da Agricultura.
Marina era considerada um entrave ao crescimento econômico por parte de empresários e até mesmo de colegas do governo, uma vez que em sua gestão aumentou o rigor sobre a exploração da Amazônia.
(com informações da Agência Estado)
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