14/05 - 08:26, atualizada às 10:35 14/05 - Agência Estado
SÃO PAULO - O ex-governador do Acre, Jorge Viana, deve se encontrar nesta quarta-feira com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ele é cotado para assumir o Ministério do Meio Ambiente, no lugar de Marina Silva, que pediu demissão do cargo nesta terça-feira. Viana e Lula teriam conversado por telefone, ontem à noite.
"Jorge Viana também foi sondado por setores do governo, é um nome respeitável, grande autoridade na área do meio ambiente, mas seguramente saberá entender este momento e tratará dessa questão de maneira restrita e reservada", afirmou o irmão de Jorge Viana, o senador Tião Viana (PT-AC), em entrevista a TV Globo, depois da visita à ex-ministra.
O secretário do Ambiente do Rio de Janeiro, Carlos Minc, o primeiro a ser cogitado para o cargo, negou que tenha sido procurado pelo Palácio do Planalto e descartou "em princípio" que possa aceitar o cargo.
"Não conversei com o Lula, não conversei com a Marina. E com o Sérgio Cabral (governador do Rio), eu disse para ele que a Marina tinha pedido demissão e a única coisa que ele falou foi que 'o Lula vai me ligar e você promete, de pés juntos, que você não vai para Brasília'. E eu prometi, de pé juntos, que não vou a Brasília", disse Minc, em entrevista ao programa Bom Dia Brasil, da TV Globo, assim que chegou a Paris.
Jorge Viana
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| Viana também foi sondado |
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Em 1992 Jorge Viana foi eleito prefeito de Rio Branco, capital do Acre. Sua administração é escolhida pela Fundação Getúlio Vargas para receber o prêmio de Gestão Pública e Cidadania, pelo Programa de Assentamento de Pólos Agroflorestais.
O petista foi governador do Estado do Acre duas vezes pelo partido. Foi eleito para o primeiro mandato em 1998 e reeleito em 2002 para o mandato que se iniciou em janeiro de 2003. Viana permaneceu no cargo até janeiro de 2007.
Saída de Marina Silva
A titular da pasta do Meio Ambiente, Marina Silva, pediu demissão na manhã desta terça-feira. De acordo com a assessoria do ministério, em caráter irrevogável. Ainda não foram divulgados os motivos do decisão da ministra.
Um ex-assessor da Marina, que não quis se identificar, porém, afirmou que o fato mais recente na lista de insatisfações da ministra foi a nomeação de Roberto Mangabeira Unger, ministro de Assuntos Estratégicos, para coordenador do Plano Amazônia Sustentável (PAS).
| ABr/Valter Campanato |
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| Lula encontrou Cabral nesta segunda no Rio |
"A Marina é uma militante muito rígida e muito pura. Tenho certeza de que teve um motivo justo para sair", declarou Sibá Machado, destacando não saber, porém, o que teria levado a ministra a pedir demissão.
Marina assumiu o cargo em 2003, no primeiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ela vinha entrando em conflito com posturas do governo referentes a políticas de preservação do meio ambiente. Entre os choques, está o controle do desmatamento na Amazônia.
No início do ano, Marina chegou a apontar a produção agropecuária brasileira como responsável pelo aumento no desmatamento da floresta amazônica. A avaliação conflitou com o posicionamento do Ministério da Agricultura.
Marina era considerada um entrave ao crescimento econômico por parte de empresários e até mesmo de colegas do governo, uma vez que em sua gestão aumentou o rigor sobre a exploração da Amazônia.
(com informações da Agência Estado)
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