13/05 - 17:48, atualizada às 17:56 13/05 - Rodrigo Ledo – Último Segundo/Santafé Idéias
BRASÍLIA - Parlamentares da chamada bancada ruralista e ligados ao setor energético afirmaram que a saída de Marina Silva do Ministério do Meio Ambiente pode representar um impulso ao desenvolvimento do País. Apesar de ressaltarem a “honestidade” e “boa fé” de Marina, os parlamentares reclamaram do modo como incentivou normas e ações para impedir empreendimentos como hidrelétricas e produção rural.
Entre todos os entrevistados pelo Último Segundo, houve duas unanimidades em relação a Marina Silva: honesta e trabalhadora, mas com uma ideologia extremamente desfavorável ao crescimento econômico sustentável (desenvolvimento que não agride o meio ambiente).
| Agência Brasil |
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| Kátia Abreu comemorou saída de Marina |
A senadora, que também é empresária, disse que setores importantes como de energia e agrícola sofriam com a quantidade de normas impossíveis de serem atendidas pelos empresários para tocarem seus negócios.
“O Ministério do Meio Ambiente não entende que temos o mês de desmatar, arar a terra, semear e colher, e isso não espera o tempo do ministério de emitir a licença ambiental. Quando a licença sai já é hora de colher”, atacou Kátia Abreu.
Críticas parecidas foram feitas até por parlamentares da base aliada do governo Lula, como o deputado federal ruralista Nelson Marquezelli (PTB-SP).
“Isso era uma queixa comum entre os empresários contra ela e todo o time [assessores] dela. Quando um projeto desagradava, ficava lento ou paralisado. Projeto tem que ser discutido, não pode ser engavetado”, criticou, dizendo que a imagem do governo, mesmo no exterior, não ficará abalada pela saída de Marina Silva: “Ninguém é insubstituível”.
O senador Leomar Quintanilha (PMDB-TO), presidente da Comissão de Meio Ambiente do Senado, foi outro parlamentar aliado a fazer críticas. “A ministra é muito dedicada, intensa em seus ideais, mas não conseguiu encontrar equilíbrio entre desenvolvimento sustentável e preservação ambiental”.
O deputado federal Arnaldo Jardim (PPS-SP), um dos maiores especialistas em energia do Congresso, embasou. “O que os empresários pleiteiam não é o afrouxamento das normas ambientais, mas que as exigências do ministério fossem rapidamente colocadas para cada projeto. Nunca tive nada pessoal contra ela, mas esses processos fizeram o País pagar muito caro”, afirmou Jardim, que citou o exemplo recente do projeto da hidrelétrica do Rio Madeira, na Amazônia, como um dos atrasos negativos para o desenvolvimento energético.
“Poderia ter as mesmas exigências, porém o processo poderia ter tido respostas mais rápidas e solicitações mais claras”, comentou. Ele disse que só irá comemorar a saída da ministra “dependendo de quem entrará em seu lugar”.
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