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SINOPSE DE IMPRENSA - Planilha indica que R$ 216 mil desviados do BNDES teriam ido para Paulinho, diz jornal

10/05 - 02:22, atualizada às 02:22 10/05 - Redação

SÃO PAULO - Uma planilha, juntada aos autos do inquérito da Polícia Federal - que investiga o envolvimento de lobistas, empresários, advogados e servidores públicos em um suposto esquema de desvio de recursos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômica e Social (BNDES) na Operação Santa Tereza -, indica o nome Paulinho como o destinatário de R$ 216 mil de parte do dinheiro que teria sido desviado do Banco. Paulinho é "possivelmente" o deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), o Paulinho da Força, afirma a PF em relatório de investigação que enviou à Justiça Federal. As informações são do Jornal "O Estado de S.Paulo".

Abr/ Antônio Cruz
Novas denúncias complicam situação de Paulinho
Segundo o jornal, o papel, que reforça a suspeita de ligação do parlamentar com o suposto esquema de fraudes com recursos do BNDES, teria sido encontrado na manhã de 24 de abril - quando a Operação Santa Tereza foi deflagrada -, em uma sala da Progus Consultoria e Assessoria.

A empresa pertence ao empresário Marcos Vieira Mantovani, apontado pela Procuradoria da República como o consultor da organização criminosa e parceiro de João Pedro de Moura, amigo e ex-assessor de Paulinho. Mantovani e Moura estão presos em caráter preventivo na Custódia da PF. Eles não prestaram depoimento no inquérito, sob a proteção do direito constitucional de só falar em juízo.

De acordo com a reportagem, o documento teve peso fundamental no requerimento da Procuradoria da República ao Supremo Tribunal Federal para abertura de investigação sobre o parlamentar, citado em escutas telefônicas da quadrilha como suposto beneficiário de propinas.

"Armação política"

Nesta sexta-feira, Paulinho afirmou que a acusação de que sua ONG estaria envolvida em fraudes do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) é uma "armação política".

Foi revelado nesta sexta, que a ONG Meu Guri Centro de Atendimento Biopsicossocial, presidida por Elza de Fátima Costa Pereira, mulher de Paulinho, recebeu R$ 1,199 milhão do BNDES.

Paulinho admitiu que a ONG Meu Guri, sediada em Mairiporã, recebeu recursos do BNDES, mas que o R$ 1,328 milhão foi aplicado na construção de imóveis da instituição.

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