09/05 - 11:51 - Severino Motta - Último Segundo/Santafé Idéias
BRASÍLIA - O presidente do Senado, Garibaldi Alves (PMDB-RN), defendeu nesta sexta-feira a convocação do funcionário da Casa Civil, José Aparecido Nunes Pires, e do assessor do senador Álvaro Dias (PSDB-PR), André Fernandes, para a CPMI dos Cartões Corporativos.
Segundo ele, os dois, apontados como vazador e receptor das planilhas com gastos do ex-presidente FHC, são os mais indicados para fornecer informações capazes de indicar quem elaborou o suposto dossiê e a mando de quem.
"Eu acho que deve convocar os funcionários, eles devem ter alguma coisa a dizer além do que já disseram", disse.
Garibaldi ainda defendeu que a CPMI trabalhe em conjunto com a Polícia Federal na elucidação do caso. O presidente também voltou a defender a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, dizendo que não a tem como mentirosa e que ela não tem culpa no episódio do dossiê.
"Eu não tenho na conta de mentirosa a ministra Dima Rouseff, que inclusive falou até quando não foi obrigada, eu não culpo a ministra de maneira nenhuma, tem que se apurar e saber quem mentiu, quem vazou, tem que se apurar o fato, com isenção, com rigor, e tem que se punir esse fato", comentou.
Questionado sobre a possibilidade de fogo amigo no vazamento, já que Aparecido é ligado ao PT e foi indicado à Casa Civil pelo ex-ministro José Dirceu, Garibaldi foi reticente. "Não sei se é fogo amigo, não sei mais identificar esse tipo de fogo".
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