09/05 - 12:40 - Redação
SÃO PAULO - Alexandre Nardoni, acusado de matar a filha Isabella Nardoni, sofreu pressão e ameaças por parte dos outros presos no 13º Distrito Policial da Casa Verde, na zona norte da capital, e, por medida de segurança, foi transferido para uma cela individual, segundo informações da Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP).
Alexandre volta a ocupar uma cela de 3 metros quadrados, a mesma que usou quando chegou ao DP, nesta quarta-feira. A SSP ainda avalia se será necessário transferi-lo para outro lugar.
Nesta tarde, Alexandre recebeu a visita do pai, Antonio Nardoni, e da irmã, Cristiane, que foram levar roupas e alguma comida para o pai de Isabella. De acordo com Antonio, "Alexandre está tranqüilo e se alimentando normalmente".
Aparentando tranqüilidade, confirmou que de fato seu filho foi isolado e está numa cela sozinho, separado dos outros presos. No entanto, falou que não chegou a ver a cela e, por isso, não soube precisar o tamanho dela.
Antônio Nardoni afirmou também que ainda hoje os advogados de defesa entram com pedido de habeas-corpus na Justiça de São Paulo. Ele assegurou que o filho não está com medo dos outros detentos e que o isolamento não teria nada a ver com ameaças que ele possivelmente teria recebido na cadeia, mas disse que a medida foi tomada por causa da repercussão e da grande comoção que envolve o caso. Antonio Nardoni concluiu afirmando que os filhos do casal Alexandre e Anna Jatobá estão bem.
Anna Carolina Jatobá, mulher de Alexandre e madrasta de Isabella, também enfrentou problemas para ser “aceita” por outras detentas. Depois de passar uma em uma cela improvisada na Penitenciária Feminina Sant’Ana, no Carandiru, zona norte da capital, ela foi transferida, às 22h desta quinta-feira, para a Penitenciária Feminina de Tremembé, no Vale do Paraíba, o mesmo presídio onde cumpre pena Suzane Richthofen, condenada pela morte dos pais. Anna ocupa uma cela individual separada das outras presas.
| AE |
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| Anna Carolina é levada ao presídio |
| AE/NILTON FUKUDA |
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| Detentas protestaram com chegada de Anna |
Habeas-corpus
Os advogados de defesa de Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá, Ricardo Martins, Rogério Neres de Sousa e Marco Polo Levorin, se reuniram com Antônio Nardoni, pai de Alexandre, para acertar os últimos detalhes do pedido de habeas-corpus. A defesa deve entrar com o pedido no Tribunal de Justiça ainda nesta sexta-feira.
Homicídio triplamente qualificado
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| Isabella Nardoni em foto de arquivo |
Pela alteração da cena do crime (a tentativa de apagar as manchas de sangue), a pena varia de seis a quatro anos de detenção. Se isso ocorrer Alexandre poderá, ainda, pegar uma condenação de seis meses a um ano, a mais que a mulher, por ser pai da vítima.
O caso
| Lecticia Maggi |
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| Reconstituição do crime no prédio em SP |
No sábado, dia 29 de março, a garota foi encontrada morta no jardim do prédio em que o pai mora. A polícia descartou desde o princípio a hipótese de acidente. O delegado titular do 9º Distrito Policial Carandiru, Calixto Calil Filho, declarou que Isabella foi jogada da janela do apartamento por alguém.
O delegado destacou o fato de a tela de proteção da janela do quarto ter sido cortada e de ninguém ter dado queixa de desaparecimento de pertences no local.
O pai teria alegado à polícia que um homem invadiu o seu apartamento. Ele e Anna Carolina afirmam ser inocentes e, por meio de cartas e em entrevista ao programa "Fantástico", da TV Globo, disseram esperar que "a justiça seja feita".
(Com informações do "Estado de S. Paulo")
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