09/05 - 13:56, atualizada às 14:12 09/05 - Redação
RIO DE JANEIRO – Propagandas de medicamentos veiculadas no Brasil não são fontes confiáveis de informação. Esse foi o resultado de uma pesquisa realizada pela Universidade Federal Fluminense (UFF). Segundo os autores do estudo, os anúncios omitem e minimizam cuidados e riscos para a saúde e são incompatíveis com o uso consciente e responsável.
Para chegar a essa conclusão, os pesquisadores analisaram, entre outubro de 2004 e agosto de 2005, peças publicitárias de medicamentos veiculadas em diferentes meios de comunicação. Duzentos e sessenta e três anúncios foram avaliados como irregulares, sendo 88 referentes a medicamentos de venda sob prescrição e 71 a medicamentos isentos de prescrição.
Na análise das peças publicitárias de medicamentos sob prescrição médica, a irregularidade mais importante, de acordo com o estudo, teve relação com as informações prestadas aos profissionais de saúde, seja por meio de referências bibliográficas inexistentes, inacessíveis ou sem valor científico ou pelas informações inadequadas referentes às contra-indicações, advertências e cuidados. Em relação aos anúncios de medicamentos isentos de prescrição, o problema mais grave encontrado foi o “estímulo ao uso indiscriminado dos produtos”.
A pesquisa foi publicada na revista Ciência & Saúde Coletiva e teve base no relatório final do Projeto Monitoração da Propaganda e Publicidade (MonitorAÇÃO), um convênio entre a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e diversas universidades. O estudo contou com a participação de pesquisadores de diferentes áreas da UFF: direito, enfermagem, jornalismo, nutrição, odontologia e publicidade.
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