08/05 - 05:30 - Redação
O Ministério Público do Pará vai instalar um inquérito civil para investigar se Amair Feijoli da Cunha, o Tato, condenado e preso por intermediar o assassinato da missionária Dorothy Stang em 2005, mudou seu depoimento no caso em troca de cerca de R$ 100 mil. As informações são do jornal "Folha de S. Paulo" desta quinta-feira.
Em depoimento na última segunda-feira, Tato isentou Vitalmiro Bastos de Moura, o Bida, de ser o mandante do crime. Bida foi absolvido nesta terça-feira pelo conselho de sentença durante o segundo julgamento a que foi submetido. Para Edson de Souza, promotor que liderou a acusação, esse depoimento foi essencial para a absolvição por 5 votos a 2, no Tribunal do Júri.
Segundo a "Folha", em abril de 2006 Tato incriminou Bida em seu próprio julgamento, no qual foi sentenciado a 17 anos por envolvimento no crime. Mas, na última segunda-feira, como testemunha, Tato reformulou o que havia dito há pouco mais de dois anos.
Ainda de acordo com o jornal, ainda em 2006, nas vésperas do julgamento de Tato, sua mulher, Elizabete Coutinho, afirmou em juízo que recebeu, pelo pagamento de dívidas, cerca de R$ 100 mil de Bida.
O fazendeiro confirmou que fez o pagamento nesse momento e que ele foi parcelado e negociado por meio de um de seus irmãos. Mas afirmou que o dinheiro foi para pagar bois que Tato havia lhe passado como parte de pagamento por terras da região de Anapu (PA), segundo a reportagem.
Leia mais sobre: Violência no Pará
Publicidade
Novo julgamento do assassinato de irmã Dorothy deve se estender até esta terça
Promotor pede novo julgamento de fazendeiro absolvido pela morte de missionária
Lula diz que está indignado com absolvição de fazendeiro no caso Dorothy
Promotor do caso Dorothy diz que está sendo ameaçado de morte há um ano