08/05 - 22:34 - Redação com Agência Estado
Troca de correspondência eletrônica a partir de um computador da Casa Civil da Presidência da República confirmou que foi José Aparecido Pires o autor do vazamento do dossiê sobre gastos do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. As correspondências, nos dias 19 e 20 de fevereiro passado, foram trocadas com André Eduardo da Silva Fernandes, assessor do senador Álvaro Dias (PSDB).
| Reprodução/ TV Globo |
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| José Aparecido Nunes teria vazado o dossiê |
Entenda o caso
No dia 4 de abril, o jornal "Folha de S.Paulo" publicou reportagem com uma cópia de arquivo extraído diretamente da rede de computadores da Casa Civil, revelando um dossiê com gastos sigilosos do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, da sua mulher, Ruth, e de ministros tucanos.
A "Folha", que teve acesso ao documento, afirma que no período de uma semana, foram criadas pastas diferentes para 1998, ano em que FHC foi reeleito, e os quatro anos do segundo mandato.
Ainda segundo o jornal, as planilhas, fartas em registros de compras de bebidas alcoólicas, trazem anotações que poderiam orientar os aliados governistas nos trabalhos da CPI dos Cartões, criada após a divulgação de gastos irregulares com cartões corporativos por membros do governo Lula.
Após a divulgação das planilhas, a ministra Dilma Rousseff teria telefonado para a ex-primeira-dama, Ruth Cardoso, dizendo que não se tratava de um dossiê. Dilma ainda convocou uma entrevista coletiva, onde voltou a negar a existência do dossiê.
Na ocasião, a ministra defendeu que o que havia sido feito era um banco de dados para sistematizar dados do governo FHC, afim de informar membros da CPI sobre os gastos.
Nesta quarta-feira, em depoimento de mais de 9 horas no Senado, Dilma voltou a negar a existência do dossiê.
Ao longo do depoimento, Dilma alegou que os dados vazados no suposto dossiê com gastos do ex-presidente FHC não são sigilosos. De acordo com ela, um decreto de dezembro de 2002 regulamentou quais são as informações reservadas. A partir dessa tese, passaria a não haver crime no vazamento das informações, já que os dados divulgados são anteriores a esta data.
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