08/05 - 21:58 - Severino Motta - Último Segundo/Santafé Idéias
BRASÍLIA - O líder do DEM no Senado, José Agripino (RN), disse que, após a identificação de quem vazou o dossiê com gastos do ex-presidente FHC é preciso que a ministra Dilma Rousseff dê uma série de explicações. Reportagem do Jornal Nacional, da Rede Globo, nesta quinta revela que um laudo técnico concluiu que José Aparecido Nunes Pires, funcionário do Tribunal de Contas da União (TCU) - levado pelo ex-ministro José Dirceu para a Secretaria de Controle Interno da Casa Civil -, enviou por e-mail o dossiê a André Eduardo da Silva Fernandes, assessor do senador Álvaro Dias (PSDB-PR).
"Com a palavra o Palácio do Planalto. [Quem vazou] Foi uma pessoa subordinada a ela [Dilma], tem que perguntar a ela. O importante não é saber quem vazou, mas quem fez e por ordem de quem", disse.
O líder do PSDB na Câmara, José Aníbal (SP), seguiu o mesmo caminho. De acordo com ele, a Casa Civil precisa se explicar pois ficou comprovado que existia sim um dossiê e não um banco de dados, como defendido por Dilma. Ele também criticou a postura do ministro da Justiça, Tarso Genro, que em entrevista ao jornal "Correio Braziliense" disse que a confecção de um dossiê não é crime, mas sim o vazamento.
"Ele [Tarso] estava tentando adquirir um Habea Corpus preventivo. Fazer dossiê é crime sim", disse. "Temos agora que saber quem fez e quem mandou fazer", completou.
CPI
O deputado Índio da Costa (DEM-RJ), sub-relator da CPMI dos cartões, comentou que a revelação do nome de quem vazou o dossiê não deve alterar o rumo dos trabalhos da comissão. Ele destacou que a função da CPI é identificar gastos irregulares com cartões corporativos e contas tipo B, promovendo os ajustes necessários na legislação para evitar novas irregularidades.
Já o deputado Vic Pires (DEM-PA), disse que será necessário convocar o servidor da Casa Civil, José Aparecido, na CPMI. Além dele, o parlamentar também quer que o assessor do senador Álvaro Dias, André Fernandes, preste depoimento.
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