06/05 - 20:21 - Redação com agências
BELÉM - Acusado de ser o mandante da morte da missionária Dorothy Stang, em fevereiro de 2005, o fazendeiro Vitalmiro Bastos Moura, o Bida, foi absolvido nesta terça-feira pelo conselho de sentença durante o segundo julgamento a que foi submetido. A decisão revoltou a família da vítima e entidades de direitos humanos presentes no salão do Júri. O promotor Edson Souza disse que pretende recorrer da decisão. Os jurados entenderam que não havia provas suficientes para condenar o fazendeiro. No mesmo julgamento, que durou dois dias, o pistoleiro Rayfran das Neves Sales, o Fogoió, foi condenado a 28 anos de prisão em regime fechado.
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| Vitalmiro Moura e Rayfran Sales no Tribunal do Juri |
O advogado Eduardo Imbiriba, que defende o fazendeiro, pediu a absolvição de Bida, sustentando a tese de negativa de mando do crime. Ele alegou que não existe prova concreta no processo que incrimine Vitalmiro Bastos Moura.
A defensora pública de Rayfran Sales, Marilda Cantal, procurou convencer os jurados de que o crime não foi encomendado, e que Rayfran só matou a missionária por que se sentia pressionado por ela e pelos colonos que Dorothy defendia. A defensora sustentou a tese de que Rayfran praticou um crime de natureza simples, classificando-o de “homicídio simples”, ou “homicídio privilegiado”, cuja condenação é de 6 a 20 anos de prisão.
O novo julgamento do fazendeiro Vitalmiro Bastos Moura e de Rayfran das Neves Sales começou nesta segunda-feira na 2ª Vara do Juri de Belém, sob a presidência do juiz Raimundo Alves Flexa.
A missionária Dorothy Stang foi morta com seis tiros em Anapu, a 300 quilômetros da capital paraense, em fevereiro de 2005. Ela trabalhava com a Pastoral da Terra e comandava o programa em uma área autorizada pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra).
(Com agências Estado e Brasil)
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