06/05 - 10:26, atualizada às 14:51 06/05 - Redação com Agência Estado
PARÁ - O julgamento do fazendeiro Vitalmiro Bastos Moura, conhecido como Bida, e de Rayfran das Neves Sales, acusados pela morte da missionária Dorothy Stang, foi reiniciado às 8h15 desta terça-feira, no fórum criminal de Belém, no Pará. O julgamento dos dois teve início na manhã de segunda-feira e durou cerca de 10 horas, sendo interrompido por volta das 19h30.
De acordo com o Tribunal de Justiça, estão previstos para hoje os debates da acusação e da defesa. Cada parte terá três horas para convencer o Conselho de Sentença, formado por sete jurados e uma jurada. Esse tempo poderá ser prorrogado por mais uma hora de réplica pela acusação, com tempo igual para a tréplica da defesa.
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| Vitalmiro Moura e Rayfran Sales no Tribunal do Juri |
Conforme o TJ, o promotor de justiça Edson Souza sustenta a acusação contra Moura de ter mandado contratar pistoleiros para matar a missionária. Segundo ele, "o plano foi intermediado por Amair Feijoli Cunha (Tato), que contratou Rayfran Sales e Clodoaldo Carlos Batista para matar Dorothy, com a promessa de recompensa no valor de R$50 mil".
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| Irmão de Dorothy acompanha o julgamento |
Condenações
Como Moura e Sales foram condenados a mais de 20 anos de prisão
| AP |
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| Dorothy Stang em foto de arquivo |
Amair Feijoli da Cunha, acusado de intermediar o crime, recebeu pena de 27 anos de prisão, reduzida para 18 anos por causa da delação premiada.
Clodoaldo Carlos Batista, que presenciou o crime e nada fez para impedi-lo, foi sentenciado a 17 anos de reclusão.
Regivaldo Pereira Galvão, acusado de ter planejado e mandado matar a missionária, também deve ir a júri. Ele está recorrendo em instância superior. Moura, Sales e Cunha estão presos.
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