05/05 - 18:17, atualizada às 18:31 05/05 - Reuters
SÃO PAULO - Tucanos que defendem a manutenção da aliança com o DEM - em apoio à candidatura do prefeito Gilberto Kassab à prefeitura de São Paulo -, querem impedir que o diretório municipal do PSDB confirme nesta segunda-feira o nome de Geraldo Alckmin como candidato da legenda. O diretório se reúne nesta noite para oficializar a candidatura Alckmin, que se lançou candidato publicamente na semana passada.
O secretário municipal de Esportes Walter Feldman, espécie de porta-voz dos tucanos kassabistas entrou nessa tarde com representação no próprio diretório para barrar o lançamento.
'Queremos discutir o processo de sucessão na capital e não deliberar por uma candidatura', disse Feldman a jornalistas.
Ele afirma que a reunião não foi convocada para oficializar candidatura, e defende que o encontro explicite pela primeira vez as duas posições existentes no partido.
Feldman admite que a direção municipal tucana trabalha para lançar Alckmin, 'mas parte ponderável quer manter a aliança' com o DEM.
A quase totalidade da bancada tucana de vereadores reafirmou após novo encontro a defesa da coligação com o DEM.
'Vamos levar à reunião do diretório a posição da bancada.
Não há entendimento pela candidatura própria' disse o líder do PSDB na Câmara, Gilberto Natalini.
Ele admitiu que o partido está rachado, mas disse que haverá tentativa de união nos próximos 30 dias, anteriores à convenção partidária que define a candidatura.
Segundo Natalini, o grupo pró-Kassab dispõe ainda de um abaixo-assinado, com cerca de 500 assinaturas de delegados convencionais, em favor da aliança. O documento prevê Alckmin como candidato ao governo do Estado nas eleições de 2010 e o governador José Serra como candidato a presidente da República, além de Kassab para a prefeitura.
O movimento alckmista, defensor da candidatura própria do PSDB, reagiu com o manifesto 'Recue Walter Feldman'.
'Não existem tucanos-kassabistas, quercistas ou malufistas', diz o texto. 'Walter Feldman, não insista com esta tese da divisão em nosso partido criada por poucos e que não sabemos a quais interesses atendem. Não incentive abaixo-assinados e manifestos vazios que defendem chapas futuras... pois poderão até ser considerados ilegais pela Justiça eleitoral', diz o texto.
O movimento afirma não ser contra a aliança com o DEM, mas considera 'o nosso candidato muito melhor que os demais'.
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