27/04 - 14:59, atualizada às 16:12 27/04 - Redação com Agência Estado
SÃO PAULO - Uma testemunha, morador do primeiro andar do Residencial London, em São Paulo, orienta da varanda de seu apartamento a equipe de peritos da reconstituição da morte de Isabella Nardoni. Os peritos retomaram os trabalhos às 14h20, após uma pausa para que comessem um lanche.
A orientação da testemunha é sobre a posição em que viu a menina Isabella, de cinco anos, caída no jardim, na noite do dia 29 de março, quando morreu. Os peritos simulam com uma boneca articulada a posição em que a menina teria caído após ter sido atirada de uma janela do 6º andar do edifício e estão marcando esta posição, no chão, com fita.
Segundo o morador, que foi uma das primeiras pessoas a ver Isabella jorgada no jardim, a menina não mexia nenhuma parte do corpo, apenas os olhos. Ele relatou aos peritos na tarde deste domingo que viu quando Alexandre Nardoni desceu para ver a filha.
“Ele ficou de joelhos e encostou o ouvido direito no coração da menina. Perguntei a ele, ‘o que aconteceu, filho?’. Ele olhou para mim e disse, ‘arrombaram meu apartamento, rasgaram a tela de proteção e jogaram a minha filha’”, descreceu.
O morador disse ainda que foi ele quem ligou para a polícia e pediu resgate. “Falei para o Alexandre, ‘não toque [na menina], se você pegar é capaz de arrebentar a vida dela. Fica tranqüilo que o resgate já foi chamado’”.
A testemunha contou que Alexandre ficava andando de um lado para o outro e o tempo todo olhava a menina. Segundo seu relato, a madrasta de Isabella, Anna Carolina Jatobá, chegou ao jardim pouco depois de Alexandre, olhou a criança, mas não chegou próximo.
O trabalho está sendo acompanhado pela delegada da 4ª Seccional Norte Elizabete Sato, pelo promotor de Justiça do caso, Francisco Cembranelli, e pelos delegados do 9º Distrito Policial Calixto Calil Filho e Renata Pontes. A delegada Elizabete Sato segura dois bonecos menores, simulando provavelmente os irmãos de Isabella.
(* Com reportagem de Lecticia Maggi)
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