23/04 - 13:05 - Carollina Andrade - Último Segundo/Santafé Idéias
BRASÍLIA - O Chefe do Observatório Sismológico da Universidade de Brasília (UnB), Lucas Barros, afirmou nesta quarta-feira que a universidade pretende ampliar a capacidade de análise de tremores em território nacional. Segundo o especialista, serão necessárias cerca de 40 novas estações distribuídas uniformemente em todo o Brasil, com o objetivo de detectar tremores de menor intensidade.
De acordo com o chefe do Observatório, a idéia é implementar uma rede sismológica nacional com o custo de US$ 1 milhão. Pelo projeto, que foi discutido nesta quarta-feira pelo professor Lucas Barros, e a assessoria do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República (GSI), a UnB firmaria parcerias com a Aeronáutica, Marinha, Exército, e outras universidades para operação dos equipamentos e o governo federal faria os investimentos de compra e instalação das estações.
| Agência Brasil |
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Especialista da UnB explica fenômeno |
O professor explicou que o poder de destruição dos terremotos está associado a pelo menos quatro fatores: a energia liberada no fenômeno, a proximidade com centros urbanos, a profundidade do foco do tremor e a qualidade das construções.

Reflexos do tremor
O tremor de 5,2 graus na escala Richter registrado na noite da última terça-feira teve reflexos em dezenas de cidades paulistas e em pelo menos quatro outros Estados - Minas Gerais, Rio de Janeiro, Paraná e Santa Catarina. Com epicentro no Oceano Atlântico, a 270 km da capital paulista e a 218 km a sudoeste de São Vicente, foi o maior sismo já registrado no Estado de São Paulo. O tremor não deixou nenhuma vítima.
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