23/04 - 08:34, atualizada às 11:58 23/04 - Redação
SÃO PAULO – Foram retomadas e intensificadas as buscas pelo padre Adelir De Carli, de 41 anos, desaparecido domingo no litoral de Santa Catarina depois de ter decolado de Paranaguá, impulsionado por balões de festa, segundo informações de Denise Gallas, da paróquia de São Cristóvão, de Paranaguá, no Paraná.
De acordo com Denise, as buscas pelo mar não cessaram na noite de terça-feira e as aeronaves já retomaram as buscas, agora com ajuda da Força Aérea Brasileira, Marinha, Bombeiros e voluntários. O resgate em terra está vasculhando as ilhas do litoral brasileiro.
Conforme a Capitânia dos Portos de São Franscisco, duas aeronaves e dois navios da marinha auxiliam no serviço, além de voluntários.
O padre está desaparecido desde as 21h do domingo, quando perdeu contato com a paróquia.
Na noite de terça-feira, um conjunto
| Reprodução |
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| Padre Aderli de Carli momentos antes de voar |
De acordo com informações levantadas pelos que coordenam as buscas, o padre teria caído a cerca de 40 quilômetros da costa de São Francisco do Sul, no litoral norte de Santa Catarina, e não 20 quilômetros, como se supunha inicialmente.
Ele pretendia bater o recorde de tempo de vôo com balões ficando 20 horas no ar. A intenção era se dirigir para o interior do Paraná, mas como o tempo estava chuvoso, provavelmente foi impulsionado pelo vento para o litoral.
1° vôo
Em 13 de janeiro deste ano, Carli realizou um vôo com a ajuda de 500 balões cheios com gás hélio. Ele saiu de Ampére, no sudoeste paranaense, atingiu 5.337 metros e desceu quatro horas e 15 minutos depois, a 110 quilômetros dali, em San Antonio, na Argentina.
Segundo ele, o recorde de altitude anterior era de 3,9 mil metros, de um norte-americano.
Trabalhos na paróquia
A paróquia São Cristovão foi fundada em 14 de fevereiro de 2004 e é formada por treze capelas. Além de missas no local, o padre realiza um trabalho de evangelização junto aos caminhoneiros.
Com a ajuda de um "caminhão-capela", a equipe também vai até postos de gasolina e conversa com os motoristas. "O padre trabalha muito, é muito atuante. Ele faz esportes radicais porque diz que não tem tempo para ficar na academia", afirma a amiga Denise.
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