18/04 - 10:52, atualizada às 14:01 18/04 - Gregório Russo, repórter do Último Segundo
SÃO PAULO - O casal Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá deixou, por volta das 11h, a casa dos pais de Alexandre, na zona norte de São Paulo, em direção ao 9º Distrito Policial, também na zona norte, para prestar depoimento sobre o assassinato da menina Isabella, jogada do sexto andar do prédio de onde eles moravam, no dia 29 de março.
O depoimento estava marcado para começar às 10h30, mas o atraso na saída dos depoentes irá atrasar também o início das declarações de Alexandre, que será o primeiro a depor.
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Pessoas carregavam cartazes com pedido de justiça e disputavam a melhor posição para tirar fotos. O aniversário de seis anos de Isabella, que seria hoje, também foi lembrado nas manifestações dos populares.
Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá falarão separadamente com o delegado, mas não está descartada a possibilidade de uma acareação. Os advogados de defesa e o promotor do caso, Franscico José Taddei Cembranelli, poderão acompanhar os depoimentos.
O pai de Alexandre, Antonio Nardoni, saiu de sua casa às 6h45 e foi a Guarulhos buscar o casal, que estava na casa dos pais de Anna Jatobá. Antonio voltou para a residência às 7h30 com o casal, que estava de mãos dadas e ficou lá até sair para depor.
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| Polícia está próxima de conclusão do caso |
O laudo também descarta a presença de uma pessoa estranha na cena do crime e conclui que a pegada em um lençol pertence ao chinelo que Alexandre Nardoni usava na noite do crime.
Na quinta-feira, a polícia montou uma grande infra-estrutura com o objetivo de abrigar a imprensa e afastar curiosos durante o depoimento do casal.
A delegacia está fechada para outros casos. Ela será usada exclusivamente para colher os depoimentos do pai e madrasta de Isabella.
O aparato em frente do 9º DP conta com cadeiras para os jornalistas, grades, duas tendas e quatro banheiros químicos. A rua também está fechada para o tráfego de veículos. Será permitida apenas a entrada de jornalistas e dos moradores da região.
O advogado de defesa Ricardo Martins afirmou nesta manhã, ao chegar à casa do pai de Alexandre, que as manifestações da população são "ofensivas e humilhantes". Nesta sexta, Isabella completaria 6 anos.
Martins disse que ao chegar à residência do pai de Alexandre, pediu para a população e para a imprensa "respeito pela família Nardoni e pelo trabalho dos advogados".
"Só tenho uma coisa a dizer, não julguem para que não sejam julgados. É um absurdo ter que contratar seguranças para que a casa não seja invadida", enfatizou Martins.
Sobre as manifestações feitas através de cartazes colocados na casa, o advogado afirmou que são considerados pela família como "ofensivos e humilhantes".
O caso
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No sábado, dia 29 de março, a garota foi encontrada morta no jardim do prédio em que o pai mora. A polícia descartou desde o princípio a hipótese de acidente. O delegado titular do 9º Distrito Policial Carandiru, Calixto Calil Filho, declarou que Isabella foi jogada da janela do apartamento por alguém.
O delegado destacou o fato de a tela de proteção da janela do quarto ter sido cortada e de ninguém ter dado queixa de desaparecimento de pertences no local.
O pai teria alegado à polícia que um homem invadiu o seu apartamento. Ele e Anna Carolina afirmam ser inocentes e, por meio de cartas, disseram esperar que "a justiça seja feita".
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