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Multidão canta parabéns a Isabella e pede justiça em frente à delegacia em SP

18/04 - 14:01 - Lecticia Maggi, repórter Último Segundo

SÃO PAULO – Uma multidão faz vigília em frente à delegacia em que Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá, pai e madrasta de Isabella, prestam depoimento. Neste momento, Alexandre é ouvido pela polícia sobre a morte da menina, que foi jogada do 6º andar do prédio em que o casal mora no dia 29 de março. O casal é considerado suspeito da morte pela polícia.

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Entre pedidos de justiça, a multidão canta “Parabéns a você” para Isabella que faria seis anos nesta sexta-feira. Os manifestantes ainda seguram cartazes e chegaram a cortar um bolo em homenagem à criança.

A idéia de cantar parabéns como forma de protesto foi de Roberto Leite da Silva, de 46 anos. Trabalhador autônomo, Silva veio de Santo André, no Grande ABC, especialmente para acompanhar o caso. “Eu quis homenagear a menina e comprei esse bolo”, afirmou.

Ele também carrega uma imagem ampliada da garota em que está escrita a palavra luto. “Coloquei uma foto igual no meu carro e com a mensagem: até quando esse crime vai ficar impune?”.

O ator Flávio Leandro Rocha, de 58 anos, também protesta em frente à delegacia. “Tínhamos que parar tudo por um dia por causa dessa violência”, afirmou. “O Brasil não vai ter paz até alguém confessar o crime”, completou.

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O motoboy Edmilson dos Santos Ferrari, de 33 anos, não foi ao trabalho para acompanhar o caso. Ele mora em Jundiaí e chegou por volta das 9h à delegacia que está localizada no bairro do Carandiru, na zona norte de São Paulo. “Hoje parei a minha pequena empresa de motoboy para vir aqui pedir justiça”.

A dona-de-casa Lia da Silva, de 62 anos, também protesta. “Tenho três bisnetos. Às vezes tenho que desligar a TV porque me emociono e começo a chorar”. Lia também foi a missa de sétimo dia de Isabella.

Segundo informações da polícia, a previsão é de que o depoimento de Alexandre termine por volta das 15h30. Depois, haverá uma pausa para almoço e será a vez de Anna Carolina depor.

Dia de homenagens

Na escola,em que Isabella estudou entre 2005 e 2006, professores homenagearam a menina com uma oração. No cemitério Parque dos Pinheiros, onde foi realizado o enterro, diversas flores foram deixadas no local.

Bem cedo, a mãe de Isabella, Ana Carolina Oliveira, esteve no cemitério para visitar o túmulo da filha. Ana Carolina também deixou uma mensagem no Orkut (leia mais aqui).

O caso

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Isabella era filha do consultor jurídico Alexandre Alves Nardoni e da bancária Ana Carolina Cunha de Oliveira. A cada 15 dias, ela visitava o pai e a madrasta Anna Carolina Trotta Peixoto.

No sábado, dia 29 de março, a garota foi encontrada morta no jardim do prédio em que o pai mora. A polícia descartou desde o princípio a hipótese de acidente. O delegado titular do 9º Distrito Policial Carandiru, Calixto Calil Filho, declarou que Isabella foi jogada da janela do apartamento por alguém.

O delegado destacou o fato de a tela de proteção da janela do quarto ter sido cortada e de ninguém ter dado queixa de desaparecimento de pertences no local.

O pai teria alegado à polícia que um homem invadiu o seu apartamento. Ele e Anna Carolina afirmam ser inocentes e, por meio de cartas, disseram esperar que "a justiça seja feita".

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