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Dezenas de pessoas visitam túmulo de Isabella no dia em que ela faria 6 anos

18/04 - 17:01 - Redação com agências

SÃO PAULO - Após a visita da mãe Ana Carolina Oliveira na manhã desta sexta-feira, dezenas de pessoas prestaram homenagens no túmulo onde a menina Isabella Nardoni foi sepultada, no cemitério Parque dos Pinheiros, no bairro Jaçanã, zona Norte de São Paulo.

AE/Patrícia Santos
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Túmulo de Isabella ficou coberto de flores
Emocionadas, mães acompanhadas de filhos e pessoas que acompanharam o drama vivido pela menina depositaram flores e até uma bonequinha no túmulo de Isabella, que completaria 6 anos nesta sexta-feira.

Parabéns a você

Entre pedidos de justiça, uma multidão cantou “Parabéns a você” para Isabella na porta da delegacia do Carandiru, onde Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá, pai e madrasta da menina, depõem na tarde desta sexta-feira. Os manifestantes levaram cartazes e chegaram a cortar um bolo em homenagem à criança.

A idéia de cantar parabéns como forma de protesto foi de Roberto Leite da Silva, de 46 anos. Trabalhador autônomo, Silva veio de Santo André, no Grande ABC, especialmente para acompanhar o caso. “Eu quis homenagear a menina e comprei esse bolo”, afirmou.

Ele também carrega uma imagem ampliada da garota em que está escrita a palavra luto. “Coloquei uma foto igual no meu carro e com a mensagem: até quando esse crime vai ficar impune?”.

Na escola,em que Isabella estudou entre 2005 e 2006, professores homenagearam a menina com uma oração. A mâe, Ana Carolina. também deixou uma mensagem no Orkut (leia mais aqui) para a filha.

O caso

AE
Isabella era filha do consultor jurídico Alexandre Alves Nardoni e da bancária Ana Carolina Cunha de Oliveira. A cada 15 dias, ela visitava o pai e a madrasta Anna Carolina Trotta Peixoto.

No sábado, dia 29 de março, a garota foi encontrada morta no jardim do prédio em que o pai mora. A polícia descartou desde o princípio a hipótese de acidente. O delegado titular do 9º Distrito Policial Carandiru, Calixto Calil Filho, declarou que Isabella foi jogada da janela do apartamento por alguém.

O delegado destacou o fato de a tela de proteção da janela do quarto ter sido cortada e de ninguém ter dado queixa de desaparecimento de pertences no local.

O pai teria alegado à polícia que um homem invadiu o seu apartamento. Ele e Anna Carolina afirmam ser inocentes e, por meio de cartas, disseram esperar que "a justiça seja feita".

 

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