18/04 - 10:59, atualizada às 11:18 18/04 - Lecticia Maggi, repórter Último Segundo
SÃO PAULO – Sob forte esquema de segurança, o casal Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá chegou ao 9º Distrito Policial, localizado no bairro do Carandiru, zona norte de São Paulo, por volta das 11h. Os dois foram intimados a prestar novo depoimento sobre a morte de Isabella Nardoni, que foi jogada do 6º andar do prédio onde o casal mora na noite de 29 de março.
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O primeiro a prestar depoimento será Alexandre, que ouvirá da polícia todos os fatos apurados e será lembrado que hoje seria aniversário de Isabella. Um fita com imagens da investigação também deverá ser mostrada a ele. Em seguida, Anna Carolina será ouvida. Se a polícia entender que ainda há contradições, será feita uma acareação. Até agora, 58 pessoas já prestaram depoimento sobre o caso.
Em cartas (veja a íntegra aqui), divulgadas no dia 3 de abril, o casal afirmou ser inocente. Nesta sexta-feira, o advogado de defesa da família Nardoni, Ricardo Martins, pediu mais uma vez para que não tenha prejulgamento. "Só tenho uma coisa a dizer, não julguem para que não sejam julgados. É um absurdo ter que contratar seguranças para que a casa não seja invadida", enfatizou Martins, acrescentando que a situação é “humilhante e desesperadora” para a família.
Rua fechada
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| Grades colocadas à noite em frente ao DP |
Segundo informações do supervisor do Grupo de Operações Especiais (GOE), Luís Antônio Pinheiro, o esquema foi montado para garantir o trabalho da imprensa e a segurança dos moradores da região. "O trânsito local é permitido", afirmou Pinheiro.
A operação de segurança no 9º DP conta com 11 viaturas do GOE, 16 policiais do GOE e 15 da Polícia Militar (PM), além de voluntários.
O caso
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No sábado, dia 29 de março, a garota foi encontrada morta no jardim do prédio em que o pai mora. A polícia descartou desde o princípio a hipótese de acidente. O delegado titular do 9º Distrito Policial Carandiru, Calixto Calil Filho, declarou que Isabella foi jogada da janela do apartamento por alguém.
O delegado destacou o fato de a tela de proteção da janela do quarto ter sido cortada e de ninguém ter dado queixa de desaparecimento de pertences no local.
O pai teria alegado à polícia que um homem invadiu o seu apartamento. Ele e Anna Carolina afirmam ser inocentes e, por meio de cartas, disseram esperar que "a justiça seja feita".
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