11/04 - 17:45, atualizada às 20:32 11/04 - Juliana Simon, do Último Segundo
SÃO PAULO - O promotor do caso Isabella, Francisco Cembranelli, criticou a liberdade dada Anna Carolina Jatobá e Alexandre Nardoni. Na tarde desta sexta-feira, o promotor afirmou que "testemunhas idôneas" disseram que o casal teve uma briga séria 10 minutos antes da queda de Isabella.
"Não foi uma, nem duas testemunhas. Algumas afirmaram que Anna berrava palavrões e que momentos depois ouviram uma voz de criança em tom de desespero", disse o promotor.
Segundo Cembranelli, "desde ontem, os depoimentos apontam de forma contundente o envolvimento do casal no sofrimento de Isabella". Além disso, os laudos do Instituto de Criminalística (IC), que estão em fase final, já vinculariam o casal ao crime, segundo o promotor.
O promotor afirmou respeitar a decisão da Justiça em decretar a liberdade do casal, mas que pessoalmente discorda. Para ele, o fato "pode atrasar as investigações, que seguem uma linha coerente. Não há prazo para que o caso chegue ao fim, mas estamos perto e eu estou otimista", declarou.
Sobre o envolvimento de uma terceira pessoa no crime, Cembranelli diz que "até agora, nada aponta para uma terceira pessoa, mas não é um hipótese descartada ainda".
O caso
| AE |
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No sábado, dia 29 de março, a garota foi encontrada morta no jardim do prédio em que o pai mora. A polícia descartou desde o princípio a hipótese de acidente. O delegado titular do 9º Distrito Policial Carandiru, Calixto Calil Filho, declarou que Isabella foi jogada da janela do apartamento por alguém.
O delegado destacou o fato de a tela de proteção da janela do quarto ter sido cortada e de ninguém ter dado queixa de desaparecimento de pertences no local.
O pai teria alegado à polícia que um homem invadiu o seu apartamento. Ele e Anna Carolina afirmam ser inocentes e, por meio de cartas, disseram esperar que "a justiça seja feita".
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