11/04 - 11:20, atualizada às 14:27 11/04 - Redação
SÃO PAULO - O desembargador Caio Canguçu de Almeida, da 4ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça (TJ), concedeu nesta sexta-feira o habeas-corpus para o casal Alexandre Carlos Nardoni e Anna Carolina Jatobá, presos desde o dia 3 por suspeita de envolvimento na morte da menina Isabella.
O casal deve ser libertado ainda nesta tarde, já que o ofício da Justiça chegou às delegacias que estão presos. Alexandre Nardoni está detido no 77º Distrito Policial (DP) e Anna Carolina está no 89º DP, na zona sul.
De acordo com informações do TJ, o desembargador alegou que a prisão temporária é uma medida excepcional, tolerada apenas nas hipóteses precisamente fixadas em lei. Canguçu de Almeida argumentou que o casal não deu prova alguma de comprometer, dificultar ou impedir a apuração dos fatos.
"Foi uma decisão bastante justa para nossos clientes. Não havia provas e os elementos que justificam a prisão temporária não estavam presentes. Houve uma precipitação, sem dúvida nenhuma, principalmente por parte da polícia", afirmou Ricardo Martins, um dos advogados do casal. "Agora se começou a fazer justiça", completou.
O promotor Francisco José Taddei Cembranelli, responsável no Ministério Público Estadual (MPE) pela investigação, se reúne com a delegada-auxiliar do 9º DP, Renata Pontes, nesta tarde, no Fórum de Santana, na zona norte da capital paulista. O motivo deve estar relacionado habeas-corpus do casal Alexandre e Anna Carolina.
O casal está preso desde a última quinta-feira, dia 3, por suspeita de envolvimento na morte da menor Isabella Nardoni, de 5 anos. Com a decisão da Justiça, o casal deve ser solto ainda nesta sexta-feira. Após serem soltos devem ser encaminhados ao IML para exame de corpo de delito.
O pedido feito pelos advogados do casal foi protocolado junto ao Tribunal de Justiça (TJ) na segunda-feira, dia 7, sob os argumentos de que ambos não ofereceriam risco às investigações. Esse argumento foi rebatido pelo promotor Francisco José Taddei Cembranelli, que acompanha o caso. Segundo ele, o contato direto do casal com testemunhas importantes do caso poderia interferir no inquérito.
99% concluído
O resultado da quebra de sigilo telefônico do apartamento do casal revela que em nenhum momento o pai e a madrasta de Isabella chamaram o Corpo de Bombeiros para socorrer a menina, que caíra do 6º andar do Edifício Residencial London, na Vila Isolina Mazzei, zona norte de São Paulo. As informações são de um dos policiais que investigam o caso.
Diante de novos indícios e do depoimento de duas testemunhas, a Polícia Civil acredita ter esclarecido 99% do caso, restando apenas a conclusão dos laudos do Instituto de Criminalística (IC) e do Instituto Médico-Legal (IML) e a coleta de mais provas materiais.
Nesta quinta-feira, investigadores do 9º Distrito Policial (Carandiru) passaram o dia confrontando os registros das chamadas feitas a partir do telefone fixo da residência do casal com as ligações recebidas pelo Centro de Operações do Corpo de Bombeiros (Cobom), na noite do dia 29 de março. As gravações do Cobom também não registram ligações de celular de nenhum dos dois.
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| Testemunhas teriam ouvido detalhes na noite do crime |
“No momento em que eles falavam com seus pais, o morador do apartamento 12 estava falando com os bombeiros, ou seja: o casal não tinha como saber que alguém já tinha feito o pedido de socorro e também não se preocupou em fazê-lo.” As informações são do jornal "O Estado de S. Paulo".
Quebra de sigilo da tia
A polícia pediu a quebra do sigilo telefônico da irmã de Alexandre Nardoni, Cristiana Nardoni. Está sendo avaliado o depoimento de uma testemunha que teria procurado a delegacia da Moóca alegando ter ouvido a irmã de Alexandre dizendo que o irmão “teria feito uma grande besteira”. A testemunha alegou estar em uma festa de confraternização com a irmã de Alexandre, na noite de crime.
| AE |
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| Muro pichado em frente ao residencial London |
O caso
| AE |
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No sábado, dia 29 de março, a garota foi encontrada morta no jardim do prédio do pai. A polícia descartou, desde o princípio, a hipótese de acidente e acredita que a garota tenha sido assassinada. O delegado titular do 9º Distrito Policial Carandiru, Calixto Calil Filho, declarou que há fortes indícios de que ela tenha sido jogada da janela do apartamento por alguém.
O delegado destacou o fato de a tela de proteção da janela do quarto ter sido cortada e de ninguém ter dado queixa de desaparecimento de pertences no local.
Opinião
(*Com informações da Agência Estado
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