11/04 - 07:30 - Agência Estado
SÃO PAULO - O resultado da quebra de sigilo telefônico do apartamento do casal Alexandre Alves Nardoni, de 29 anos, e Anna Carolina Trotta Peixoto Jatobá, de 24, revela que em nenhum momento o pai e a madrasta de Isabella de Oliveira Nardoni, de 5 anos, chamaram o Corpo de Bombeiros para socorrer a menina, que caíra do 6º andar do Edifício Residencial London, na Vila Isolina Mazzei, zona norte de São Paulo. As informações são de um dos policiais que investigam o caso.
Diante de novos indícios e do depoimento de duas testemunhas, a Polícia Civil acredita ter esclarecido 99% do caso, restando apenas a conclusão dos laudos do Instituto de Criminalística (IC) e do Instituto Médico-Legal (IML) e a coleta de mais provas materiais.
Na quinta-feira, investigadores do 9º Distrito Policial (Carandiru) passaram o dia confrontando os registros das chamadas feitas a partir do telefone fixo da residência do casal com as ligações recebidas pelo Centro de Operações do Corpo de Bombeiros (Cobom), na noite do dia 29 de março. As gravações do Cobom também não registram ligações de celular de nenhum dos dois.
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| Testemunhas teriam ouvido detalhes na noite do crime |
“No momento em que eles falavam com seus pais, o morador do apartamento 12 estava falando com os bombeiros, ou seja: o casal não tinha como saber que alguém já tinha feito o pedido de socorro e também não se preocupou em fazê-lo.” As informações são do jornal "O Estado de S. Paulo".
Habeas-corpus
O desembargador Caio Canguçu de Almeida, da 4ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça (TJ), concedeu hoje o pedido de habeas-corpus para o casal Alexandre Carlos Nardoni e Anna Carolina Jatobá.
Quebra de sigilo da tia
A polícia pediu a quebra de sigilo telefônico da irmã de Alexandre Nardoni, Cristiana Nardoni. Está sendo avaliado o depoimento de uma testemunha que teria procurado a delegacia da Moóca alegando ter ouvido a irmã de Alexandre dizendo que o irmão “teria feito uma grande besteira”. A testemunha alegou estar em uma festa de confraternização com a irmã de Alexandre, na noite de crime.
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| Muro pichado em frente ao residencial London |
O caso
| AE |
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No sábado, dia 29 de março, a garota foi encontrada morta no jardim do prédio do pai. A polícia descartou, desde o princípio, a hipótese de acidente e acredita que a garota tenha sido assassinada. O delegado titular do 9º Distrito Policial Carandiru, Calixto Calil Filho, declarou que há fortes indícios de que ela tenha sido jogada da janela do apartamento por alguém.
O delegado destacou o fato de a tela de proteção da janela do quarto ter sido cortada e de ninguém ter dado queixa de desaparecimento de pertences no local.
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