08/04 - 20:42 - Redação
SÃO PAULO - O promotor responsável pelo caso da morte de Isabella Nardoni. Francisco Cembranelli, afirmou em nota divulgada nesta terça-feira que praticamente todos os fatos do inquérito policial "foram amplamente divulgados pela imprensa nacional, seja antes ou depois da decretação judicial do sigilo".
Veja a nota na íntegra:
"Em relação ao r. despacho de lavra do Dr. Maurício Fossen, Juiz de Direito em exercício no 2º Tribunal do Júri da Capital, no qual "fica levantado o SIGILO" nos autos Nº 274/2008, esclareço que:
1- praticamente TODOS os fatos que constam e são investigados no inquérito policial foram amplamente divulgados pela imprensa nacional, seja antes ou depois da decretação judicial do sigilo, sendo de domínio público e impossíveis de serem apagados da mente da chocada sociedade brasileira.
2- meu único, firme e inabalável propósito continua o mesmo: apurar devidamente, por meio de criteriosa investigação policial que vem sendo desenvolvida, a quem cabe a responsabilidade criminal pela trágica morte da criança Isabella de Oliveira Nardoni.
Sem mais,
Francisco J. T. Cembranelli
Promotor de Justiça
II Tribunal do Júri "
O sigilo
Nesta segunda-feira, o juiz Mauricio Fossem, do Tribunal de Santana, determinou que fosse suspenso o sigilo sobre as investigações do caso Isabella.
Segundo a assessoria do Tribunal de Justiça (TJ), o promotor e os delegados responsáveis pelo caso já estariam expondo detalhes da investigação, não tendo necessidade, portanto, de sigilo.
O delegado Calixto Calil Filho, responsável pela investigação policial decidiu, no entanto, manter o sigilo. Segundo a Secretaria de Segurança Pública (SSP), a Justiça deixou a cargo da Polícia Civil manter o sigilo ou não e o delegado, baseado no artigo 20 do Código Penal, decidiu por manter seus procedimentos em segredo.
Leia mais sobre: caso Isabella
Publicidade
Isabella apanhou antes de ser atirada pela janela, aponta perícia
Após decisão da Justiça, delegado diz que vai manter caso Isabella em sigilo